Nos Estados Unidos, com o feriado do Dia de Colombo, o mercado dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) permaneceu fechado, o que foi um alento para os demais ativos. Contudo, a recente volatilidade apresentada nos juros futuros norte-americanos chamou a atenção dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), segundo palavras do vice-presidente da autoridade monetária do país, Philip Jefferson.
A banco central norte-americano afirmou que a “empinada” dos juros futuros poderiam limitar um novo avanço das Fed Funds, como é chamada a taxa de juros por lá, por parte do FOMC, órgão norte-americano equivalente ao Comitê de Política Monetária (Copom) brasileiro. Logo, após oscilar entre altas e baixas durante a manhã, os índices acionários de Nova York se firmaram no campo positivo ao longo da tarde, com a expectativa de um possível fim do ciclo de elevação dos juros.
De volta aos desdobramentos do conflito em Israel, a notícia de que o Hamas estaria disposto a negociar uma trégua contribuiu para o viés positivo em Wall Street. Apesar disso, o dia foi de avanço de 4% na cotação futura do barril de petróleo, em virtude das incertezas que uma eventual escalada do conflito poderia ocasionar na oferta da commodity.
Por aqui, o Ibovespa se apoiou no efeito positivo do petróleo e avançou 0,86% cotado aos 115.156 pontos e giro financeiro de R$ 19 bilhões. De maneira granular, Petrobras (PETR4; PETR3) e os pares do setor estiveram entre as maiores altas do pregão ao longo de toda a sessão.
No câmbio, o dólar perdeu força frente ao real e depreciou 0,62%, cotado aos R$ 5,13, enquanto os juros futuros recuaram em praticamente todos os vencimentos.
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