No meio de tantos eventos, o Ibovespa chegou à reta final do ano no maior patamar da sua história. Até o dia 22 de dezembro, o índice marcava 132.752,93 pontos, com uma valorização anual de 20,98%.
No primeiro semestre, a política ditou o jogo, para bem ou para mal, como relembra Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos. “O começo do ano foi bem negativo. As falas do novo governo sobre revogar reformas impactaram a Bolsa”, diz. “Nada foi concretizado e, no meio do ano, o Congresso conseguiu avançar com a reforma tributária, o arcabouço fiscal surgiu e tudo isso deu um momento bem positivo.”
Do segundo semestre para frente, foram os juros que ditaram o tom do mercado – no Brasil e no exterior. O Banco Central brasileiro iniciou o ciclo de cortes na Selic em agosto, o principal gatilho positivo. Mas o otimismo não foi concretizado: ainda que os juros tenham caído, as atenções se voltaram para a política monetária dos Estados Unidos, que dava sinais de alerta para o mercado global.
“Tivemos o começo do ciclo de corte de juros no Brasil, ao mesmo tempo que o mercado internacional começou a precificar mais altas de juros nos EUA. Ao invés de dar aquele momento positivo pelas empresas terem menos juros para pagar as suas dívidas, prevaleceu o receio com o cenário externo em boa parte do 2º semestre”, explica Cruz.
Com quedas expressivas em agosto, e outubro devolvendo boa parte dos ganhos acumulados no 1º semestre, o Ibovespa só foi se recuperar em novembro, quando dados mais positivos de inflação nos EUA indicaram que o ciclo de aperto monetário poderia estar perto do fim. Na última reunião, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manteve a taxa de juros no intervalo de 5,25% a 5,50%, nível mais elevado em 22 anos, mas indicou pela primeira vez que pode iniciar a reduzir os juros já em 2024.
O que esperar do Ibovespa
Ao que tudo indica, a Bolsa vai começar o ano nas máximas. A edição de novembro do LatAm Fund Manager Survey, relatório divulgado pelo Bank of America, mostra que 47% dos gestores de fundos da América Latina acreditam que o Ibovespa terminará o ano acima dos 130 mil pontos. Mas apenas 10% vêem o principal índice da B3 entre 140 mil e 150 mil pontos ao final de 2024.
No mercado nacional, o sentimento também é otimista. As primeiras projeções para o Ibovespa em 2024 já começaram a sair e mostram que analistas estão esperando por mais um ano de valorização na Bolsa brasileira.
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