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Educação Financeira

O que é o Tesouro Direto e como investir?

Programa permite aplicações a partir de R$ 30,00

Por Beatriz Rocha

30/04/2024 | 19:00 Atualização: 30/04/2024 | 20:18

Tesouro Direto. (Foto: Adobe Stock)
Tesouro Direto. (Foto: Adobe Stock)

O Tesouro Direto, lançado em 2002, é um programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3, a Bolsa de Valores brasileira. A ferramenta possibilita a compra e venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, de forma totalmente online. Ao adquirir esses títulos, o investidor “empresta” dinheiro ao governo que, em troca, devolve o valor acrescido de juros.

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Dentro do programa, é possível ter acesso a papéis com diferentes tipos de rentabilidade, seja prefixada (definida previamente), ligada à variação da inflação ou à Selic, por exemplo. Os títulos contam ainda com diversos prazos de vencimento e fluxos de remuneração, a depender das necessidades do investidor.

Uma das opções é o Tesouro Selic, recomendado para quem está começando a aplicar em títulos públicos e deseja montar uma reserva de emergência – quantia de dinheiro separada para imprevistos que demandam recursos imediatos. A rentabilidade desse produto está atrelada à taxa básica de juros da economia. Isso significa que se a Selic aumentar, o retorno do título também cresce.

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Recentemente, o programa também tem lançado produtos para demandas específicas. Em janeiro de 2023, implementou o Tesouro Renda+, pensado para funcionar como um complemento à aposentadoria. Meses depois, foi criado o Tesouro Educa+, que representa uma forma de investimento para o pagamento das mensalidades de uma universidade privada.

Além de contar com opções diversificadas, o Tesouro Direto também procura democratizar o acesso aos títulos públicos, permitindo aplicações a partir de R$ 30,00. O programa proporciona ainda um alto nível de segurança aos investidores, já que os títulos públicos são totalmente garantidos pelos recursos do Tesouro Nacional.

Como começar a investir?

Para iniciar um investimento, o usuário pode acessar no site do Tesouro a aba “Simulador”, onde é possível testar qual título funciona melhor para o objetivo e o perfil de cada pessoa. Com a decisão tomada, chega a hora de realizar uma outra escolha: iniciar a aplicação pelo cadastro simplificado ou pelo fluxo tradicional.

Na primeira alternativa, implementada em dezembro de 2022 com o nome de Cad&Pag, o usuário deve entrar no sistema do Tesouro a partir do login Gov.br. Depois, precisa selecionar o título para investir, enviar as informações pessoais e escolher uma das instituições parceiras – Banco Inter, Órama e a Terra Investimentos, que passou a liberar a opção a partir de abril deste ano. Por fim, basta realizar o pagamento do produto, que pode ser feito via Pix, desde que a pessoa seja a titular da chave.

Já se a opção do investidor for pelo fluxo tradicional, o usuário deve primeiramente ter uma conta em uma corretora ou banco habilitado, que será o agente de custódia. As alternativas disponíveis podem ser verificadas nesta página. Com a conta criada, a pessoa precisa entrar em contato diretamente com a instituição financeira para solicitar o cadastro e a senha de acesso ao Tesouro Direto.

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O investidor então vai receber por e-mail uma senha provisória enviada pela B3, que deve ser posteriormente alterada, contendo entre 8 e 16 dígitos, com letras, números e caracteres especiais. Com o acesso à plataforma liberado, o cliente poderá escolher o valor da aplicação e efetuar o pagamento do produto, a partir do dinheiro transferido para o agente de custódia.

Dependendo da política do banco ou da corretora, os investimentos só poderão ser feitos pelo site da própria instituição financeira, mas o acesso à área exclusiva da plataforma do Tesouro Direto sempre ficará disponível para consultas complementares.

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