• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Por que a doutrina de investimentos de Warren Buffett está perto do fim

Value investing tem entregado resultados tímidos em um mercado varrido pelas big techs

Por E-Investidor

15/11/2020 | 19:16 Atualização: 18/11/2020 | 21:05

Warren Buffett, o grande defensor e propagador do value investing. (Foto: Bloomberg /Houston Cofield)
Warren Buffett, o grande defensor e propagador do value investing. (Foto: Bloomberg /Houston Cofield)

(The Economist) – Por um momento ao longo da semana que passou os investidores se deram ao luxo de ignorar estrelas do mercado acionário como Amazon e Alibaba. A notícia de uma possível vacina fez com que um grupo meio aleatório de empresas cansadas de guerra empurrasse Wall Street para cima: alimentadas pela esperança de uma recuperação, ações de companhias aéreas, bancos e petrolíferas deram um salto.

Leia mais:
  • Photoshop e vendas falsas: empresa enganou Buffett em negócio de 800 mi de euros
  • Ant Group: por dentro do caos da suspensão do IPO
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A retomada já era aguardada há tempos. As chamadas “ações de valor” costumam a ser emitidas por empesas com muitos ativos, atuantes em setores mais paquidérmicos da economia. A última década foi um inferno para esses papéis, que ficaram para trás no mercado acionário americano por uma diferença de 90 pontos percentuais.

A situação gerou uma crise de confiança entre alguns gestores de fundos, que passaram a se perguntar se sua estrutura para medir o valor das empresas ainda funciona na era digital. A preocupação tem fundamento: é preciso mudar para enfrentar uma economia na qual ativos intangíveis e externalidades contam mais.

Como surgiu o value investing?

Durante quase um século o investimento em valor (“value investing”, em inglês) foi a ideologia dominante no mundo das finanças. Embora tenha evoluído com o tempo, ela está atrelada a uma visão mais conservadora das empresas, que valoriza aspectos como ativos, fluxos de caixa e registros – e menos os planos de investimento e a trajetória do negócio.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Essa linha nasceu nas décadas de 1930 e 1940. Na época, Benjamin Graham defendia a ideia de que os investidores precisavam se afastar da era pré-1914 – período em que o mercado era dominado por títulos de empresas que construíam ferrovias e pela circulação de informações privilegiadas. No lugar desse sistema, Graham propunha uma estratégia mais científica: avaliar o balanço das empresas e identificar papéis precificados incorretamente.

Décadas mais tarde ele teria entre seus discípulos Warren Buffett, responsável por popularizar e atualizar esses conceitos no momento em que a economia migrou para empresas de consumo e finanças, no final do século 20.

Atualmente, a aferição de valor está plugada em computadores que buscam “fatores” capazes de turbinar retornos – e até em Xangai existem investidores vagamente inspirados por uma doutrina surgida na Nova York recém-saída da Grande Depressão.

O problema é que o value investing conduz a resultados fracos. Quem comprou uma ação que valia um dólar há dez anos hoje conseguiria US$ 2,50 – em comparação com US$ 3,45 do mercado como um todo e US$ 4,65 considerando um mercado que exclui as ações de valor. Nesse meio tempo, a Berkshire Hathaway, empresa de Buffett, passou a comer poeira.

Publicidade

Apesar dos esforços para se modernizar, o value investing costuma produzir portfólios que olham para trás, e não para frente. Como resultado, quase todos passaram batido pela ascensão das empresas de tecnologia. O modelo de negócios da indústria de gestão de ativos está sob pressão, e agora uma das filosofias mais duradouras desse setor também se vê sitiada.

Talvez os investidores em valor argumentem que são vítimas de uma bolha acionária, e que em algum momento irão provar que estão certos. O último período ruim para o investimento em valor foi entre 1998 e 2000, logo antes da quebra das empresas “ponto com”. É verdade que o mercado acionário de hoje parece, sim, estar caro. Mas esse cenário vem acompanhado por duas mudanças profundas na economia, e o investimento em valor parece ter dificuldade para compreendê-las.

Quais mudanças estão engolindo o value investing?

A primeira mudança é o crescimento dos ativos intangíveis, que atualmente respondem por mais de um terço de todos os investimentos em negócios americanos – são coisas como dados ou pesquisa. As empresas tratam esse tipo de custo como despesa, e não como um investimento que cria um ativo.

Alguns investidores institucionais mais sofisticados tentam se ajustar à situação, mas mesmo assim é fácil cometer erros na hora de calcular quanto essas empresas reinvestem – e vale ressaltar que o desempenho de longo prazo é determinado, em grande medida, justamente pela capacidade de reinvestir muito, com altas taxas de retorno. Tomando como base uma definição tradicional, as dez maiores companhias americanas negociadas em bolsa investiram US$ 700 bilhões desde 2010.

Partindo de uma definição mais ampla, o valor salta para US$ 1,5 trilhão ou mais. Negócios intangíveis também costumam ser capazes de ganhar escala em velocidade acelerada e de se beneficiar dos efeitos da rede como um todo para manter lucros elevados.

Publicidade

A segunda mudança é o aumento na importância das externalidades – custos pelos quais as companhias são responsáveis, mas que evitam pagar. A doutrina de valor sugere que o investidor encha seu portfólio com ações de empresas automobilísticas e petrolíferas, mas as perspectivas desses negócios dependem do passivo associado à sua pegada de carbono – e esse custo pode subir à medida que regras sobre emissões fiquem mais severas e a produção de CO2 passe a ser amplamente tributada.

É verdade que o rigor e o ceticismo do investimento em valor são mais importantes do que nunca, sobretudo diante de um mercado tão impalpável. Porém, muitos investidores estão demorando a entender como avaliar os ativos intangíveis e as externalidades das empresas. A tarefa é trabalhosa, mas quem acertar a mão pode contribuir para um novo ciclo de vida da gestão de ativos e ajudar a garantir uma alocação eficiente de capital. Nas décadas de 1930 e 1940, Graham afirmou que a antiga estrutura de investimentos havia ficado obsoleta. Está na hora de uma nova atualização. (Tradução: Beatriz Velloso)

© 2020 The Economist Newspaper Limited. Direitos reservados. Publicado sob licença. O texto original em inglês está em www.economist.com

Leia também: Como os planos de Joe Biden afetam os negócios de Warren Buffett

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Value Investing
  • Warren Buffett
Cotações
11/04/2026 2h17 (delay 15min)
Câmbio
11/04/2026 2h17 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Cessar-fogo derruba dólar ao menor nível em dois anos — pode ficar abaixo de R$ 5?

  • 2

    Ibovespa hoje renova recorde aos 197 mil pontos e dólar cai a R$ 5 pela primeira vez em dois anos

  • 3

    Ibovespa renova recorde pela 15ª vez no ano com petróleo em alta

  • 4

    Gestoras de “special sits” avançam no Brasil e entregam retornos de até 40% ao ano

  • 5

    Herança e espólio no IR 2026: como declarar sem cair na malha fina

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos com mais de 80 anos recebem a restituição em 2026?
Logo E-Investidor
Idosos com mais de 80 anos recebem a restituição em 2026?
Imagem principal sobre o O que é o Regime Geral da Previdência Social (RGPS)?
Logo E-Investidor
O que é o Regime Geral da Previdência Social (RGPS)?
Imagem principal sobre o 15 doenças que dão direito à aposentadoria
Logo E-Investidor
15 doenças que dão direito à aposentadoria
Imagem principal sobre o Gás do Povo: veja a duração do vale para família com quatro integrantes
Logo E-Investidor
Gás do Povo: veja a duração do vale para família com quatro integrantes
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: veja as prioridades para receber a restituição
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: veja as prioridades para receber a restituição
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como funciona o cashback IR?
Imagem principal sobre o FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Logo E-Investidor
FGTS: posso indicar qualquer banco no aplicativo para realizar o saque?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é o cashback IR?
Últimas: Investimentos
ISE da B3: como o índice funciona e o que muda quando uma empresa entra ou sai do índice de sustentabilidade
Investimentos
ISE da B3: como o índice funciona e o que muda quando uma empresa entra ou sai do índice de sustentabilidade

Mais do que uma vitrine ESG, indicador atua como filtro de qualidade e muda a forma como o mercado enxerga risco e governança nas companhias

10/04/2026 | 15h57 | Por Igor Markevich
Brasileiros poderão investir em FII de imóveis nos EUA que tem locatários como Amazon, Microsoft e Meta
Direto da Faria Lima
Brasileiros poderão investir em FII de imóveis nos EUA que tem locatários como Amazon, Microsoft e Meta

Objetivo do fundo imobiliário é ter uma renda estável e recorrente em dólar equivalente a 8% ao ano, distribuída trimestralmente

10/04/2026 | 10h00 | Por Marília Almeida
Gestoras de “special sits” avançam no Brasil e entregam retornos de até 40% ao ano
Investimentos
Gestoras de “special sits” avançam no Brasil e entregam retornos de até 40% ao ano

Em 2015 existiam cinco casas especializadas. Número saltou para 51 em 2025

10/04/2026 | 05h30 | Por Marília Almeida
C6 aumenta exposição à renda fixa prefixada e vê mais espaço para Bolsa brasileira
Investimentos
C6 aumenta exposição à renda fixa prefixada e vê mais espaço para Bolsa brasileira

Banco espera que o mercado passe a prever juros futuros mais baixos e considera uma boa oportunidade de investimento em ativos prefixados brasileiros

09/04/2026 | 14h46 | Por Bruna Camargo

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador