No relatório, a equipe econômica do BC diz que deu início ao ciclo de aperto monetário devido a pressões inflacionárias, com destaque para a desancoragem das expectativas de inflação e uma resiliência maior que o esperado na inflação de serviços.
O Copom também mencionou fatores como a desvalorização do câmbio e um mercado de trabalho aquecido. Embora ainda não haja evidências claras de que pressões salariais estejam impactando os preços, o crescimento real dos salários pode gerar esse efeito no futuro.
O Banco Central manteve flexibilidade para futuros aumentos, sem se comprometer com a magnitude ou ritmo dos ajustes, que dependerão da evolução da inflação e das expectativas do mercado. Alguns analistas já esperam um aumento maior da Selic, de 0,50 ponto percentual, na próxima reunião, a depender dos sinais do BC.
No cenário externo, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que a economia dos Estados Unidos está “efetivamente” próxima de condições normais. Em discurso no seminário do Centro Europeu de Economia e Finanças, na Universidade de Londres, nesta segunda-feira (23), Bostic disse que a inflação tem recuado mais rapidamente do que o esperado e está se aproximando da meta de 2%. Ele reforçou que os dados recentes fortalecem sua convicção de que a economia dos EUA está retornando de forma sustentável à estabilidade de preços.
Até agora, o dólar teve alta de 0,25% na semana, queda de 1,74% no mês e avanço de 14,05% no ano.