No ano passado, os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) haviam somado R$ 858,03 bilhões. Em junho, o estoque era de R$ 1,036 trilhão.
O maior crescimento foi reportado no patrimônio dos Fundos de Investimento nos Fiagros, que cresceu 138% em agosto deste ano ante igual mês do ano passado, de R$ 16,80 bilhões para R$ 39,97 bilhões administrados por 118 fundos em operação ante 75 de agosto de 2023.
O patrimônio líquido dos Fiagros ao fim de agosto era distribuído em 42,5% fundos de participações, 42,4% em fundos imobiliários e 15,1% em direitos creditórios. No período, o estoque de CPRs aumentou 46%, passando de R$ 272,53 bilhões para R$ 398,19 bilhões. Já o tíquete médio dos títulos caiu 22% na comparação anual, de R$ 1,62 milhão para R$ 1,26 milhão.
Na comparação entre as safras, o crescimento foi ainda mais expressivo, de 81% de julho a agosto da temporada 20224/25 ante 2023/24, passando de R$ 40,86 bilhões para R$ 73,87 bilhões registrados, o que demonstra o maior acesso do produtor rural por títulos privados em detrimento ao crédito oficial.
Outro destaque do mês foi o avanço de 31% no estoque dos CDCAs, a R$ 39,08 bilhões ao fim de agosto. Os CRAs, por sua vez, subiram 27%, para um estoque de R$ 146,63 bilhões em agosto. As LCAs apresentaram alta de 15% nos estoques na comparação anual, a R$ 487,49 bilhões, mostrando um desempenho “mais contido” desde o início do ano.
A LCA é hoje a principal fonte de recursos livres direcionados à concessão de crédito rural. Do total, pelo menos R$ 243,75 bilhões foram reaplicados no financiamento rural, 15% mais que um ano antes.
O levantamento de títulos do agronegócio é feito pela Coordenação-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O balanço considera dados da B3, CERC e CRDC, Anbima, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Banco Central (BC).