• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Renda fixa vira porto seguro e fundos arriscados sofrem fuga histórica em 2025

Levantamento exclusivo da DataBay mostra resgates bilionários em ações e multimercados, enquanto tarifas de Trump ampliam busca por segurança

Por Marco Saravalle

18/08/2025 | 15:08 Atualização: 18/08/2025 | 15:22

Receba esta Coluna no seu e-mail
Renda fixa representa quase 60% das carteiras dos brasileiros. (Foto: Adobe Stock)
Renda fixa representa quase 60% das carteiras dos brasileiros. (Foto: Adobe Stock)

O ano de 2025 vem se consolidando como um dos mais desafiadores para a indústria de fundos no Brasil. Em meio a juros elevados, crescimento econômico doméstico moderado e instabilidade nos mercados globais, os investidores têm tomado decisões cada vez mais defensivas.

Leia mais:
  • Raízen (RAIZ4) dispara 10,5% com possível investimento da Petrobras (PETR4); ação lidera altas da Bolsa
  • Bitcoin hoje se afasta da máxima histórica; veja o que pressiona a criptomoeda
  • Tesouro Direto funcionará 24 horas e terá nova opção para reserva de emergência
Cotações
11/02/2026 3h03 (delay 15min)
Câmbio
11/02/2026 3h03 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O reflexo é claro: os fundos mais arriscados, como ações e multimercados, vêm registrando saídas expressivas de recursos, enquanto a renda fixa se consolida como o grande porto seguro do período.

Um levantamento exclusivo feito pela DataBay, que monitora de perto a movimentação dos diferentes segmentos da indústria e dados financeiros e econômicos onshore e offshore, mostra que entre janeiro e julho os fundos de ações perderam nada menos que R$ 41,7 bilhões em saídas líquidas.

Publicidade

O número, por si só, já seria alarmante, mas a situação é ainda mais grave quando olhamos para os multimercados, que somaram R$ 86,7 bilhões em resgates. No sentido oposto, a renda fixa confirmou o favoritismo e liderou com folga: captou R$ 115,7 bilhões no mesmo intervalo, fortalecendo-se como a escolha preferida de quem busca previsibilidade em um ambiente incerto.

Panorama dos Mercados – Captação líquida

Captação Líquida por Categoria de Fundo (Em R$ mi)
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ano
Ações -11.668 -5.373 -6.309 -5.759 -3.528 -4.711 -4.346 -41.694
Cambial -806 227 -126 811 381 -566 -47 -126
Multimercado -23.844 -23.559 570 -21.372 -16.807 -2.741 1.035 -86.718
Renda Fixa 64.085 10.081 9.723 -13.439 2.808 6.781 35.698 115.736

A leitura dos números da DataBay ganha ainda mais força quando colocada em perspectiva com o ambiente macroeconômico. O Brasil, embora mantenha certa resiliência frente a choques externos, enfrenta o desafio de sustentar a atividade em um contexto de juros que seguem em patamares elevados.

O custo de oportunidade de manter posições arriscadas torna-se cada vez mais alto quando se tem alternativas seguras oferecendo retornos expressivos. Essa combinação resulta em fluxos de investidores cada vez mais concentrados na renda fixa, com pouca disposição a tolerar volatilidade.

Se o cenário doméstico já empurrava os investidores para a defensiva, um fator adicional ganhou protagonismo nos últimos meses: a política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em julho, o governo americano anunciou tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, medida que, apesar do discurso oficial de regulação do comércio exterior, teve forte caráter político.

  • Leia mais: Tarifas de Donald Trump, inflação e taxa de juros colocam pressão sobre economia e investimentos no Brasil

Na prática, as tarifas funcionaram como instrumento de pressão do governo Trump sobre o Brasil, mais do que uma resposta a desequilíbrios na balança comercial. A medida pegou o mercado de surpresa e gerou forte aversão a risco em ativos ligados ao Brasil.

O efeito foi imediato no fluxo de capitais estrangeiros na B3. Depois de aportes expressivos em maio, de R$ 10,6 bilhões, e em junho, de R$ 5,4 bilhões, os investidores estrangeiros realizaram uma retirada maciça em julho, que somou R$ 6,4 bilhões.

Publicidade

Esse movimento não apenas reduziu parte do saldo acumulado positivo no ano como também elevou a percepção de risco em relação ao país, afetando a confiança dos investidores. No dado parcial do mês de agosto, mesmo com sinais de recomposição, a entrada foi tímida, de apenas R$ 275 milhões, insuficiente para compensar a fuga anterior.

Essa inversão de tendência traz consequências de médio prazo. O capital estrangeiro é relevante não apenas pelo volume, mas também por ditar preços e liquidez no mercado de capitais brasileiro. Sua saída abrupta, seguida de um retorno volátil, deixa claro que a percepção de risco aumentou.

O levantamento da DataBay também permite observar o comportamento dos diferentes perfis de investidores na Bolsa ao longo de 2025. Os institucionais continuam sendo os mais pessimistas.

Em todos os meses do ano, o fluxo foi negativo, com destaque para junho, quando resgataram R$ 8,4 bilhões, e maio, com outros R$ 8,2 bilhões retirados. Essa postura defensiva está alinhada ao mandato de preservação de patrimônio que caracteriza fundos de pensão e grandes instituições, que preferem se proteger em renda fixa diante da incerteza.

Publicidade

As pessoas físicas, em contraste, mantiveram um padrão de entradas positivas. Ainda que em volumes menores, reforçam sua presença na Bolsa e mostram maior disposição a enfrentar a volatilidade. Esse comportamento tem explicação na busca por diversificação e na aposta de longo prazo, já que muitos desses investidores veem as quedas de preços como oportunidade de compra.

As instituições financeiras exibiram um padrão oscilante, alternando entre resgates e aportes. O mês de julho foi emblemático: enquanto os estrangeiros saíam em peso, as instituições financeiras colocaram R$ 5,3 bilhões na Bolsa, compensando parcialmente a saída externa.

Panoramas de mercado – Fluxos da B3

 

Fluxos da B3 (jan/2025 – ago/2025)
Estrangeiro Institucional Pessoa física Inst. Financeira Outros
jan/25 6.824,34 -1.241,19 419,47 1.073,94 -7.076,58
fev/25 699,34 -7.599,08 1.134,14 3.979,57 1.786,01
mar/25 3.118,35 -1.436,46 -162,07 -2.296,46 776,62
abr/25 -133,64 -3.081,59 2.181,50 -904,84 1.938,53
mai/25 10.581,74 -8.271,71 835,55 -1.192,68 -1.952,87
jun/25 5.358,77 -8.403,28 1.991,41 -320,56 1.373,63
jul/25 -6.371,99 -519,53 1.053,14 5.346,42 492,91
ago/25 275,35 -746,08 504,85 -549,07 514,93

Seja pelos fluxos da B3 ou pelos dados de captação de fundos, o diagnóstico é o mesmo: o investidor brasileiro adota uma postura defensiva, e a renda fixa é a principal beneficiária. Enquanto ações e multimercados seguem perdendo tração, a indústria como um todo se reorganiza em torno de produtos mais conservadores. Essa mudança de perfil tem implicações relevantes para os próximos meses.

Para os gestores de multimercados, a dificuldade é dupla: além da perda de recursos, precisam lidar com uma base de investidores cada vez mais avessa ao risco, o que limita a capacidade de implementar estratégias de maior volatilidade. Para os fundos de ações, a pressão é igualmente forte.

  • Leia mais: Fundos mais arriscados perdem tração em 2025 com fuga de recursos e migração para renda fixa

Com a saída dos estrangeiros em julho e a recomposição tímida em agosto, o mercado acionário perde força compradora, o que restringe valorização mesmo em empresas de bons fundamentos.

Além dos fatores externos, julho também trouxe um sinal relevante no âmbito doméstico: o Banco Central manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano. A decisão foi acompanhada por uma comunicação firme, destacando que a resiliência da inflação, em conjunto com as incertezas fiscais, exige a preservação de uma postura monetária restritiva por um horizonte prolongado.

Publicidade

Embora alguns indicadores de atividade já sugiram perda de dinamismo, a inflação de serviços e os núcleos permanecem em patamares elevados, restringindo espaço para uma flexibilização antecipada.

Yield Curve Brazil

Ao mesmo tempo, a concentração de recursos na renda fixa reforça o círculo de preferência pelo conservadorismo. Com mais dinheiro entrando nesses fundos, as gestoras encontram estímulo para ampliar a oferta de produtos atrelados a juros, reforçando ainda mais o movimento.

O segundo semestre de 2025 se inicia com uma mensagem clara: os fundos mais arriscados continuam sob pressão. As tarifas impostas por Trump adicionaram uma camada de incerteza que se soma aos desafios já existentes. A reação tímida dos estrangeiros em agosto mostra que a confiança foi abalada, e ainda não há clareza sobre uma retomada consistente de fluxos.

  • Bolsa x dólar: todo cuidado é pouco

Enquanto isso, a renda fixa permanece como protagonista. O volume de R$ 115,7 bilhões captados até julho mostra que o investidor brasileiro, diante de um cenário de juros altos, prefere abrir mão de retornos potenciais mais elevados em busca de previsibilidade e estabilidade.

Se nada mudar no ambiente externo e interno, essa tendência deve se prolongar. A indústria de fundos terá de se adaptar a um investidor mais cauteloso, menos disposto a correr riscos e muito mais inclinado a permanecer em portos seguros.

Publicidade

O levantamento da DataBay oferece um panorama claro de 2025 até aqui. A fuga de recursos dos fundos de ações e multimercados, a disparada da renda fixa, a saída abrupta de estrangeiros em julho e a entrada tímida em agosto após as tarifas de Trump compõem um cenário em que a defensividade prevalece.

Em um ano que começou desafiador e permanece imprevisível, a mensagem é inequívoca: os fundos mais arriscados continuam perdendo tração, e a renda fixa se consolida como o verdadeiro porto seguro para investidores brasileiros em 2025.

*Colaboraram no artigo Guilherme Carter. Msc e Lucas Oliveira

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Donald Trump
  • fundos arriscados
  • Fundos de ações
  • Fundos de investimento
  • Juros
  • Renda fixa
  • Selic
  • tarifas
  • tarifas comerciais
  • tarifas de Trump

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 2

    Pátria conclui compra da RBR e muda a gestão de FIIs; XP avalia impactos para os cotistas

  • 3

    Resultados de Suzano e Klabin no 4T25 devem decepcionar no curto prazo, mas analistas veem forte valorização

  • 4

    "Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase

  • 5

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marco Saravalle em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Imagem principal sobre o INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Logo E-Investidor
INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Imagem principal sobre o FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Logo E-Investidor
FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Imagem principal sobre o INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Logo E-Investidor
INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Últimas: Colunas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio
Erich Decat
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio

Mercado financeiro avalia cenários para 2026 e 2030 diante do avanço de Flávio Bolsonaro e da possível ausência de Tarcísio de Freitas na disputa presidencial

09/02/2026 | 14h38 | Por Erich Decat
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho
Ana Paula Hornos
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho

Por que o sofrimento psíquico deixou de ser assunto privado e entrou na agenda das empresas, da governança e da lei (NR-01)

07/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador