O Bradesco (BBDC4) poderia ter acumulado mais capital e lucro se tivesse retido dividendos nos últimos anos, conclui o JPMorgan em relatório.
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O Bradesco (BBDC4) poderia ter acumulado mais capital e lucro se tivesse retido dividendos nos últimos anos, conclui o JPMorgan em relatório.
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Em um exercício hipotético, que leva em consideração a recapitalização dos R$ 36 bilhões em dividendos pagos entre 2021 e 2024, os analistas calculam que o banco teria um patrimônio tangível de R$ 88 bilhões em 2025, 2,5 vezes maior que o nível estimado. Neste cenário, o lucro líquido poderia se aproximar de R# 30 bilhões, ante R$ 24,6 bilhões projetados.
Conforme a análise, o Bradesco tem um grande volume de ativos fiscais diferidos (DTA, na sigla em inglês), créditos tributários reconhecidos no balanço contábil, mas que dependem da geração de lucro tributável no futuro. O instrumento prejudica a rentabilidade do banco.
“Acreditamos que recapitalizar dividendos poderia ajudar a reverter essa tendência
Pelo exercício hipotético, aproximadamente R$ 13 bilhões em DTA seriam consumidos, o que levaria a uma margem financeira (NII) adicional de R$ 2 bilhões em 2025. No entanto, o impacto no retorno sobre o patrimônio (ROE) seria limitado, porque o patrimônio líquido significativamente maior compensaria o lucro mais alto.
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O JPMorgan reconhece que o desafio seria convencer os investidores de que a estratégia é positiva para o valor presente líquido (NPV). Uma alternativa intermediária seria postergar pagamentos, afirma o banco.
Ainda de acordo com o estudo, com a retenção dos dividendos, o índice de capital principal (CET1) do Bradesco (BBDC4) subiria para 15,1%, frente aos atuais 11,4%. “Embora um CET1 tão alto possa parecer ineficiente, ele faria sentido considerando que o capital adicional estaria ligado à maior utilização do DTA e proporcionaria um colchão confortável para futuras exigências regulatórias, como riscos operacionais e a implementação da Resolução 4.966”, ressalta.
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