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Criptomoedas

Bitcoin hoje a US$ 65 mil testa investidores em meio à volatilidade: “Mercado não espera consenso para vender”, diz Fabrício Tota

Vice-presidente de Negócios do Mercado Bitcoin diz que após regras do BC, da tokenização da B3 e da popularização dos ETFs, setor entra em uma fase mais complexa, porém mais madura

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Isabela Ortiz
Editado por Wladimir D'Andrade

23/02/2026 | 6:00 Atualização: 21/02/2026 | 17:32

Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, analisa o impacto da regulação e da convergência entre finanças tradicionais e blockchain para o investidor brasileiro. (Foto: Divulgação)
Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, analisa o impacto da regulação e da convergência entre finanças tradicionais e blockchain para o investidor brasileiro. (Foto: Divulgação)

O bitcoin hoje tenta encontrar um novo ponto de equilíbrio após um início de fevereiro marcado por forte volatilidade. Só no último dia 5, a criptomoeda recuou 13%, chegando à faixa de US$ 63 mil, na maior queda diária desde o colapso de 2022, quando o ativo despencou de US$ 69 mil para US$ 16 mil.

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Nas últimas semanas, o preço passou a oscilar em uma banda mais estreita, entre US$ 65 mil e US$ 70 mil, em um movimento de consolidação após a correção abrupta, segundo dados da CoinMarketCap.

A queda intensa da cotação teve reflexos relevantes no mercado corporativo. A Strategy, empresa liderada por Michael Saylor e maior detentora corporativa de bitcoin, reportou prejuízo líquido de US$ 12,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado decorrente da perda não realizada de US$ 17,4 bilhões em seus ativos digitais.

No cenário macroeconômico, persiste a incerteza em relação ao início do ciclo de cortes de juros nos EUA pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A perspectiva de taxas elevadas por mais tempo reduz a liquidez global e pesa sobre ativos considerados mais voláteis, como as criptomoedas, ainda enquadradas como ativos de risco por grande parte dos investidores institucionais.

  • Saiba mais: Queda do bitcoin apaga R$ 275 bilhões em valor de mercado de três empresas que adotaram a cripto como reserva

Apesar da pressão, há fatores de sustentação. Dados da plataforma SosoValue indicam que, em fevereiro, os ETFs de bitcoin à vista – fundos negociados em bolsa, como se fosse uma ação – registraram saída líquida de US$ 916 milhões, mas parte desse fluxo negativo foi compensada por compras institucionais diretas. Empresas que utilizam o ativo como “reserva” aproveitaram a queda para ampliar posições, reforçando a tese de longo prazo fundamentada na escassez do bitcoin.

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Esse conjunto de forças ajuda a explicar por que, após a correção intensa, o ativo entrou em fase de consolidação, em vez de aprofundar a queda. A principal dúvida agora é se a estabilização representa o fim do movimento corretivo ou apenas um respiro técnico antes de uma nova rodada de volatilidade.

  • Veja também: Como as gestoras de cripto se preparam para não encolher junto com o bitcoin

O episódio ocorre em um momento de transição para o mercado brasileiro de criptoativos. Após a Lei 14.478, de 2022, o Banco Central (BC) publicou as primeiras resoluções para prestadores de serviços de ativos virtuais, iniciando a supervisão formal do setor. Ao mesmo tempo, a B3 anunciou projetos de tokenização e o desenvolvimento de uma stablecoin própria, reforçando a aproximação entre o sistema financeiro tradicional e o mercado cripto.

Para entender o que explica a recente queda do bitcoin, o impacto da regulação e as perspectivas para o mercado, o E-Investidor conversou com Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin.

E-Investidor – O que explica a queda do bitcoin em fevereiro e por que o movimento assustou tanto?

Fabrício Tota – Tem duas forças atuando em conjunto aqui. A primeira é mecânica: liquidações em cascata. Derivativos e alavancagem comprimem o tempo. O que normalmente seria uma correção de semanas vira um dia e meio de martelada. É o mercado financeiro lembrando que, em posições de curto prazo, stop não é luxo, é necessidade básica.

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A segunda é macro: quando o mundo entra em risk-off  (aversão ao risco), tudo que é beta alto sofre. Em termos simples, são ativos que sobem muito quando o mercado vai bem e caem forte quando o cenário vira. Cripto ainda funciona, em grande parte, como termômetro de apetite por risco. E, na última semana, o gatilho macro ganhou nome e sobrenome: a leitura de que uma possível mudança no comando do Fed pode endurecer o regime de liquidez, retirando dinheiro do sistema.

Você pode discordar da intensidade desse impacto, mas o mercado não espera consenso para apertar o botão de venda.

O Banco Central apertou as regras. Isso protege o investidor ou cria barreiras?

A regulação definitiva do Banco Central era aguardada há anos. Desde a Lei 14.478, de 2022, o mercado já sabia que ela viria, mas o processo foi longo, com decreto, consultas públicas e, por fim, as resoluções 1.519, 1.520 e 1.521. O principal efeito é trazer mais clareza e proteção ao investidor que quer atuar no mercado cripto dentro das regras.

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Com isso, a prestação de serviços de ativos virtuais passou a ser formalmente regulada no Brasil. Cai o argumento de quem dizia esperar a regulação para investir. Esse discurso acabou. Hoje, não há mais motivo para aguardar.

Ao mesmo tempo, organizar o mercado implica estabelecer limites. Surgem críticas sobre capital regulatório, transferências e escopo de atuação, o que é natural. A exigência de capital é elevada, mas responde muito mais a fraudes recentes no sistema de pagamentos do que a uma medida específica contra o setor cripto.

  • O novo capítulo do mercado cripto no Brasil: o que a regulação muda na prática
  • Cripto mais seguro: o que a nova regulação do BC muda para quem investe
  • Regulação de criptomoedas aumenta ou diminui o tamanho do mercado? Veja o que muda para investidores

O volume de stablecoins cresce no Brasil. Isso muda o perfil do investidor ou o futuro do mercado?

Embora cerca de 90% do volume reportado esteja em stablecoins, isso não significa que o interesse do mercado se concentre apenas nelas. Esse dado reflete, em grande parte, operações de maior porte, muitas vezes ligadas a pagamentos internacionais, e não deve levar a conclusões precipitadas.

O investidor brasileiro é bem mais sofisticado do que um simples usuário de stablecoins para arbitragem cambial. Há uma parcela relevante interessada em bitcoin, ethereum, solana e outros ativos, além da renda fixa digital, que já é realidade mesmo sem aparecer plenamente nas estatísticas. O mercado cripto no Brasil é mais criativo, potente e diverso do que o volume de stablecoins sugere.

A tokenização anunciada pela B3 pode tirar espaço das criptos clássicas?

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É natural que os players nativos do mundo cripto liderem a inovação e que, depois, os grandes players tradicionais sigam esse movimento. O anúncio da B3 não me surpreende. A diferença é que os nativos falam essa língua desde o início.

O investidor interessado em cripto tende a buscar casas especializadas. Nos grandes players tradicionais, as soluções costumam ser mais limitadas: horários restritos, impossibilidade de saque para carteira própria e restrições justificadas por governança ou segurança.

Quanto à stablecoin, criar uma não é um detalhe operacional. É um negócio sofisticado, que exige time dedicado, governança e liquidez. Por isso, acreditamos mais em modelos colaborativos do que em cada instituição criando sua própria stablecoin fechada.

ETFs de cripto são porta de entrada segura ou podem criar falsas expectativas?

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Para o investidor pessoa física, a compra direta de criptoativos é, sem dúvida, a melhor alternativa. Primeiro, pela negociação 24 horas por dia, sete dias por semana. Segundo, pela liberdade de “autocustódia”, de movimentar os ativos quando e como quiser.

No ETF, você perde essas duas características imediatamente. E, em termos de custódia, os ETFs usam os mesmos players e processos das exchanges (corretoras de criptoativos). Muitas vezes, as exchanges são até mais sofisticadas por estarem há mais tempo nesse mercado.

Como definir o mundo cripto de 2026 em uma frase?

A grande palavra para 2026 é convergência. Blockchain e cripto vão estar cada vez mais presentes em soluções que o usuário final nem perceberá que usam essa tecnologia. Hoje, as decisões dos investidores são mais maduras. Não se trata mais de aventura, mas de alocação consciente, entendendo risco, volatilidade e horizonte de longo prazo.

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