• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor

Talvez a pergunta mais honesta hoje não seja como identificar um golpista, mas porque estamos mais vulneráveis a ele

Por Ana Paula Hornos

24/01/2026 | 7:14 Atualização: 23/01/2026 | 16:48

Receba esta Coluna no seu e-mail
O golpe do amor vai além da ingenuidade e revela como carência emocional pode gerar vulnerabilidade financeira. Entenda os sinais, os riscos e como se proteger. (Imagem: Adobe Stock)
O golpe do amor vai além da ingenuidade e revela como carência emocional pode gerar vulnerabilidade financeira. Entenda os sinais, os riscos e como se proteger. (Imagem: Adobe Stock)

Talvez o maior erro do nosso tempo seja acreditar que só pessoas ingênuas caem no golpe do amor. A verdade é mais desconfortável: quanto mais carentes de vínculo, mais frágeis ficamos, inclusive financeiramente. Não é falta de inteligência. Nem ingenuidade.

Leia mais:
  • Você possui inteligência emocional financeira? Faça o teste e descubra
  • Dizer não é fácil. Difícil é sustentar o sim
  • Do Master à Havaianas: o que a crise de confiança de 2025 ensina para 2026
Cotações
12/02/2026 8h50 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 8h50 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O golpe do amor prospera porque encontra pessoas em momentos de abertura emocional, quando o desejo de vínculo fala mais alto que o senso de proteção. E talvez a pergunta mais honesta hoje não seja como identificar um golpista, mas porque estamos mais vulneráveis a ele.

A recente matéria do Estadão que revelou o sequestro de um juiz em São Paulo, iniciado a partir de um relacionamento construído no ambiente virtual, expõe a face mais extrema desse fenômeno. Mas ele não começa no crime. Começa muito antes. Começa na solidão, na pressa afetiva, na esperança de ser escolhido por alguém que parece finalmente enxergar.

Publicidade

Quem trabalha com comportamento financeiro e vínculos sabe: raramente o dinheiro é o primeiro limite rompido. Antes dele, cai o emocional. Depois, o simbólico. Só então o patrimonial.

O afeto acelera e a intimidade parece profunda demais para o pouco tempo. O vínculo começa a pedir sigilo. E, quando percebemos, ajudar financeiramente já não parece um risco: parece uma prova de amor.

Quando o amor começa a custar caro demais

Tenho visto esse padrão com frequência entre jovens da Geração Z. Não por fragilidade moral, mas por um contexto que mistura hiper conexão digital, solidão real e dificuldade de sustentar valor próprio sem validação externa.

Atendi recentemente uma jovem que gastava praticamente toda a sua renda comprando presentes para o namorado, pagando viagens, jantares e experiências que não cabiam no seu orçamento.

Não havia pedido explícito. Havia silêncio, expectativa e medo de perder. Ela fazia porque acreditava, por baixa autoestima, que não era, por si mesma, seria suficiente para ser amada. Não era generosidade. Era carência travestida de cuidado.

Publicidade

Esse tipo de história não é exceção. É sintoma. Um sintoma de uma geração que aprendeu a performar valor, mas ainda luta para sentir pertencimento.

Quem fica mais vulnerável?

Não existe um perfil único, mas existem histórias de vida e momentos emocionais que reduzem nossas defesas:

  • fases de luto, separação ou transição importante
  • solidão prolongada, mesmo com muitas conexões digitais
  • dificuldade de sustentar limites por medo de abandono
  • confusão entre intensidade e intimidade
  • pessoas que aprenderam que amar é se sacrificar
  • histórico familiar de abuso físico, moral e/ou patrimonial, onde afeto e dor foram misturados cedo demais

Quem cresce em ambientes assim tende a normalizar desequilíbrios. Aprende, sem perceber, que amar envolve tolerar excessos, justificar invasões e silenciar desconfortos. Na vida adulta, isso pode se traduzir em vínculos onde o limite financeiro é atravessado antes mesmo de ser reconhecido.

Golpistas ou relações emocionalmente abusivas não procuram fragilidade intelectual. Procuram abertura emocional sem proteção interna suficiente.

Você está mais vulnerável ao golpe do amor?

Antes de responder, pause. Não responda como gostaria de ser. Responda como tem sido. Pense nessa relação específica. Na real, não na ideal.

Agora, pergunte a si mesmo ou a si mesma:

  • Tenho sentido pressa emocional, como se o vínculo precisasse ser garantido?
  • Evito dizer não por medo de afastamento ou perda?
  • Já normalizei gastos, presentes ou ajudas que ferem meu planejamento?
  • Sinto culpa quando priorizo minhas necessidades financeiras ou emocionais?
  • Estou me adaptando demais para agradar? Essa relação me acalma ou me mantém em estado constante de alerta?
  • Ela amplia minha vida ou me faz encolher para caber? Sinto que me afastei da minha vida real?

Na clínica, sinais raramente aparecem como alarmes. Eles surgem como pequenos incômodos ignorados. Quando emoção, dinheiro e medo de perda caminham juntos, algo pede atenção.

A ideia desse autoteste não é acusar ou gerar culpa. É um convite à consciência.

O que esse tipo de golpe revela sobre nós

O golpe do amor, explícito ou silencioso, revela algo que raramente aprendemos: dinheiro também é linguagem emocional. Ele fala de medo, pertencimento, autoestima e valor próprio.

Publicidade

Por isso, proteger patrimônio não é apenas aprender a investir melhor ou desconfiar mais. É desenvolver consciência emocional para não transformar carência em contrato invisível, nem afeto em dívida.

Talvez o verdadeiro antídoto não seja endurecer o coração, mas fortalecer a autonomia emocional. Porque quando o amor exige que você se perca para existir, o risco já não está no outro, está no quanto você aprendeu, ao longo da vida, a negociar a si mesmo para não ficar só.

E esse é um trabalho profundo. De autopercepção. De limite. De maturidade emocional. Não para amar menos. Mas para amar sem se perder.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comportamento
  • emoções
  • geração z
  • Golpe

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 3

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 4

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: entenda a isenção no contracheque
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: entenda a isenção no contracheque
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Últimas: Colunas
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Thiago de Aragão
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

A operação de basis sustenta a liquidez dos Treasuries, mas alavancagem elevada e novas regras podem virar risco sistêmico

11/02/2026 | 14h23 | Por Thiago de Aragão
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador