O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 3,248 bilhões nos últimos três meses de 2025, 14% maior em relação ao mesmo intervalo de 2024. No acumulado em 12 meses, o indicador totalizou R$ 11,428 bilhões, aumento de 8% na mesma base de comparação.
As despesas operacionais controladas somaram cerca de R$ 1 bilhão no quarto trimestre e cerca de R$ 4,3 bilhões em 2025, abaixo da inflação. Em nota, o diretor-presidente da empresa, Eduardo Capelastegui, destacou o foco da companhia na eficiência operacional e disciplina de gastos, o que permitiu que as despesas crescessem 1%, abaixo da inflação do período, absorvendo ainda o aumento da base de clientes e da entrada em operação de novos negócios.
A receita líquida somou R$ 14 bilhões entre os meses de outubro a dezembro, 2,7% superior ao obtido no mesmo período de 2024. No ano, a linha alcançou R$ 52,6 bilhões, crescimento de 7,43% frente 2024.
Conforme informou anteriormente a Neoenergia, a energia injetada total do grupo, incluindo geração distribuída, foi de 23.128 GWh, no quarto trimestre, alta de 2,2% na comparação anual, somando 89.453 GWh em 2025, alta de 2,6%. O aumento da base de clientes compensou as temperaturas mais baixas verificadas no período.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,359 bilhão no quarto trimestre, recuo de 1% na comparação anual. No consolidado de 2025, a despesa financeira ficou em R$ 5,8 bilhões, aumento de 16%.
Dívida e Investimento
A alavancagem, medida pela relação dívida líquida pelo Ebitda, saiu de 3,45 vezes ao fim de dezembro de 2024 para 3,41 vezes no encerramento do ano passado. A dívida líquida ficou em R$ 48,742 bilhões, apresentando um crescimento de 13% em relação a dezembro de 2024, explicado principalmente pela execução de Capex dos projetos de redes.
Os investimentos no grupo foram de R$ 2,5 bilhões no quarto trimestre e somaram R$ 10,1 bilhões no ano, concentrados, principalmente, no segmento de distribuição, para onde foram direcionados R$ 6,5 bilhões. Projetos de transmissão consumiram cerca de R$ 3,3 bilhões, finalizando o ciclo atual de investimentos no negócio, com a entrega dos últimos quatro lotes previstos para 2025, que adicionaram mais de R$ 1 bilhão de Receita Anual Permitida (RAP) ao portfólio da Neoenergia.