A tarde começou com mudança de humor no exterior após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais, reduzindo incertezas sobre a política comercial e favorecendo o apetite a risco. Com isso, os índices em Nova York viraram para alta e os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, avançaram, sinalizando menor busca por proteção. No câmbio, o dólar perdeu fôlego, enquanto euro e libra ganharam tração; na Europa, as bolsas acompanharam o tom mais construtivo em meio a Índices de Gerentes de Compras (PMIs) acima do esperado. Entre as commodities, o petróleo devolveu parte das altas recentes sob monitoramento de tensões geopolíticas, enquanto o ouro se manteve firme e o cobre avançou moderadamente.
Na B3, o Ibovespa apagou parte das perdas da manhã e quebrou recorde e após ter caído quase 1% na mínima, acompanhando a virada em Wall Street. O dólar recua cerca de 0,74% cotados aos R$ 5,18, as taxas de juros futuros cederam levemente ao longo da curva. A sessão é marcada por vencimento de opções sobre ações, adicionando volatilidade sobretudo nos papéis de maior liquidez.
Com isso, às 16h, o índice brasileiro quebrava recorde (0,42%) aos 189.317 pontos.
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Entre as ações que compõem o Ibovespa, bancos e Vale (VALE3) viraram para alta com a melhora do humor externo ligada à decisão sobre tarifas, enquanto a valorização do cobre ajudou a mineradora. CSN (CSNA3) avança com a leitura de que a potencial venda da divisão de cimentos à J&F contribuiria para desalavancagem e liquidez, apesar do recente rebaixamento de rating.
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