Desconsiderando os efeitos não recorrentes e fatores sem impacto caixa, como valor novo de reposição (VNR), marcação a mercado (MTM), ajustes de IFRS nas transmissoras e o resultado de operações descontinuadas – o lucro líquido recorrente ficou em R$ 682,6 milhões, alta de 29,6%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) alcançou R$ 1,848 bilhão de outubro a dezembro, alta de 42,3% na comparação anual. Já o Ebitda Recorrente, que exclui itens não recorrentes, sem efeito caixa, e a equivalência patrimonial, chegou a R$ 1,358 bilhão, um crescimento de 16,1% frente o reportado em igual etapa de 2024.
A receita líquida da companhia totalizou R$ 7,19 bilhões nos últimos três meses do ano passado, alta anual de 18,4%.
Entre os segmentos de atuação da companhia, destaque para o negócio de Geração e Transmissão (Copel GeT), que registrou crescimento de 26,7% no Ebitda, para R$ 667,3 milhões, mesmo em meio a um ambiente desafiador, com curtailment acima de 30% no período, e risco hidrológico (GSF) perto de 70%.
O desempenho foi impulsionado pela maior receita por disponibilidade de rede elétrica, com o reajuste tarifário das transmissoras e a incorporação da Mata de Santa Genebra. Também contribuíram para o resultado a redução dos custos gerenciáveis (PMSO) e as transações realizadas no Mercado de Curto Prazo (MCP).
O segmento de comercialização também se destacou, contribuindo de forma positiva para o Ebitda, devido ao aumento de 69,7% no volume de venda de energia em contratos bilaterais, para 3.824 gigawatts-hora (GWh) e à estratégia de comercialização com mitigação dos efeitos de contratos com geração a partir de fontes intermitentes.
Já a Copel Distribuição, que responde por mais da metade do Ebitda da Copel, teve desempenho positivo, embora com crescimento menos pujante. O Ebitda desse negócio cresceu apenas 1,8%, com o efeito positivo do reajuste tarifário anual de 1,3% sendo contrabalançado pela redução de 0,1% no mercado fio faturado da concessionária.
Investimento
Somente entre os meses de outubro e dezembro, a Copel registrou R$ 767,6 milhões em investimentos, totalizando R$ 3.396,0 milhões ao longo de 2025. Desse montante, 83,5% foram destinados à Copel Distribuição, com foco na conclusão do atual ciclo de investimentos, já que a companhia passa por revisão tarifária periódica em junho deste ano.
Com isso, a companhia encerrou dezembro com alavancagem aos 2,7 vezes dívida líquida/Ebitda. A empresa destacou que o indicador permanece em nível confortável e dentro dos parâmetros definidos pela estrutura ótima de capital da companhia.