O bitcoin opera em alta hoje, com a criptomoeda beneficiada pelos temores inflacionários com a guerra no Oriente Médio, ampliando sua atratividade como refúgio para proteção do poder de compra.
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O bitcoin opera em alta hoje, com a criptomoeda beneficiada pelos temores inflacionários com a guerra no Oriente Médio, ampliando sua atratividade como refúgio para proteção do poder de compra.
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O conflito desencadeado no final de semana ameaça principalmente o suprimento mundial de hidrocarbonetos, com o fechamento do Estreito de Ormuz (corredor que transita cerca de 30% do petróleo mundial), e levou à uma disparada nas cotações de petróleo, diesel e gás natural.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o bitcoin subia 6,34%, a US$ 69.389,92. Já o ethereum tinha alta de 6,99%, a US$ 2.045,74, de acordo com a plataforma Binance.
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Embora a aversão a risco seja negativa para o bitcoin, a criptomoeda tende a se beneficiar de preocupações com a inflação, já que o conflito no Oriente Médio faz com que os preços do petróleo disparem, afirma Stephen Coltman, da 21shares.
“Faz sentido que tenhamos visto os preços do bitcoin se recuperarem durante o fim de semana, visto que ele também se beneficia de expectativas de inflação mais altas”, diz ele.
“O bitcoin entrou em março na esteira de uma das correções mais severas já registradas em termos estruturais. Foram cinco fechamentos mensais consecutivos no vermelho – apenas a segunda vez que isso ocorre – com uma desvalorização acumulada de 52% em relação ao pico de outubro de 2025”, aponta a Bitfinex.
Apesar da intensidade do movimento, a faixa entre US$ 60 mil e US$ 62 mil segue funcionando como suporte relevante, avalia.
Enquanto isso, governos ocidentais estão sendo pressionados a reprimir o uso de criptomoedas, visto que novas pesquisas sugerem que US$ 350 bilhões foram lavados por criminosos e estados hostis utilizando essa tecnologia nas últimas duas décadas.
Um novo relatório do think tank Henry Jackson Society, compartilhado com o Político, revela que a lavagem de dinheiro em todo o mundo migrou drasticamente para as criptomoedas nos últimos anos – com os Estados Unidos, a Rússia e o Reino Unido registrando o maior número de casos confirmados.
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O relatório se baseia em um banco de dados com 164 casos de lavagem de dinheiro identificados e documentados publicamente entre 2005 e 2025.
*Com informações Dow Jones Newswires.
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