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Mercados globais fecham com aversão ao risco em meio à disparada do petróleo com a guerra no Oriente Médio

Sustentado pelas ações das petroleiras, o Ibovespa fechou em alta de 0,28%, aos 189.307 pontos e giro financeiro de R$ 32 bilhões

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A segunda-feira (2) terminou em clima de aversão ao risco nos mercados globais, após novas tensões geopolíticas no Oriente Médio reacenderem preocupações com inflação e segurança energética. O petróleo disparou ao longo do dia, com o Brent encerrando com forte alta próxima de 6%, enquanto o gás natural europeu também avançou de forma expressiva. Esse choque de energia reforçou o movimento defensivo, levando investidores para ativos considerados porto seguro, como dólar e ouro.

As bolsas europeias recuaram, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) subiram, refletindo não só o salto das commodities energéticas, mas também a percepção inicial de que cortes de juros nas principais economias podem ser adiados.

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Já em Nova York, as bolsas encerraram próximas da estabilidade. O movimento foi sustentado pelas ações de energia – acompanhando a disparada do petróleo – e de tecnologia, impulsionadas pela Nvidia, cujas ações avançaram após a empresas anunciar novos acordos comerciais.

No Brasil, o dólar – que mais cedo chegou a subir para R$ 5,21 – reduziu os ganhos e encerrou com alta de 0,62%, a R$ 5,17, enquanto a curva de juros futuros abriu ao longo do dia. O mercado passou a precificar com mais cautela a possibilidade de um corte de apenas 0,25 pp na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), diante da deterioração do ambiente internacional.

O avanço do petróleo deu suporte às petroleiras, o que ajudou a conter a volatilidade e, ao final da sessão, o Ibovespa conseguiu se firmar no campo positivo. O índice fechou em alta de 0,28% aos 189.307 pontos com giro financeiro de R$ 32 bilhões, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras(PETR3; PETR4), que reagiu forte à escalada da commodity.

Na contramão, setores mais sensíveis à abertura da curva de juros —como consumo discricionário e construção —recuaram ao longo do pregão, refletindo o ajuste nas expectativas monetárias.

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