A S&P Global elevou o rating nacional da Azul (AZUL53) de ‘D’ para ‘brBBB-’ após a conclusão do Chapter 11. Agência destaca redução de US$ 1,1 bilhão na dívida, renegociação de arrendamentos e melhora na alavancagem da companhia aérea. (Imagem: Adobe Stock)
A S&P Global elevou o rating da Azul (AZUL53) na escala nacional, de ‘D’ para ‘brBBB-’, após a companhia concluir, em fevereiro, seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos, conduzido sob o Chapter 11 da lei de falências americana. A perspectiva atribuída é estável.
Segundo a agência de classificação de riscos, o processo de Chapter 11 resultou na redução da dívida financeira em aproximadamente US$ 1,1 bilhão e permitiu a renegociação de diversos contratos de arrendamento de aeronaves, reduzindo em aproximadamente 40% os passivos de arrendamento, para R$ 13,5 bilhões em 2026, ante mais de R$ 21 bilhões em 2024.
“Como resultado, a Azul passou a apresentar uma estrutura de capital muito mais leve, com um perfil de vencimentos de dívida estendido e melhor posição de liquidez”, afirmou a S&P em relatório.
A expectativa é que a dívida bruta da companhia aérea fique em torno de R$ 23,5 bilhões em 2026, resultando em dívida líquida ajustada sobre Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de cerca de 3 vezes.
A S&P projeta ainda um aumento no fluxo de caixa da Azul devido a margens mais fortes e menores despesas com juros; no entanto, o fluxo de caixa operacional livre permanecerá negativo após os pagamentos de arrendamento.
Já a perspectiva estável do rating da Azul (AZUL53) reflete a expectativa de manutenção do desempenho operacional sólido, com uma frota otimizada e alavancagem significativamente menor após a conclusão do processo de reestruturação.