No exterior, a terça-feira (3) terminou marcada por forte cautela, em meio ao avanço das tensões geopolíticas e à nova rodada de alta do petróleo, que voltou a subir de forma expressiva diante de preocupações com a oferta e com a circulação de navios em rotas estratégicas.
No final da sessão, o presidente Donald Trump afirmou que a marinha poderá escoltar navios pelo Estreito Ormuz (corredor que passa cerca de 30% do petróleo mundial) e que ordenou o fornecimento de seguros a “preço razoável”. As bolsas americanas e europeias encerraram em queda, enquanto o dólar se fortaleceu frente às principais moedas e os rendimentos dos Treasuries mantiveram viés de alta.
A elevação do VIX reforçou o posicionamento defensivo dos investidores e levou a revisões nas expectativas para a política monetária das principais economias.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
No Brasil, o ambiente externo adverso guiou o comportamento dos ativos ao longo de todo o pregão. O Ibovespa recuou 3,28%, aos 183.105 pontos, com giro financeiro de R$ 46,5 bilhões, enquanto o dólar avançou 1,92%, cotado a R$ 5,27, refletindo a busca global por proteção.
No campo doméstico, o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre veio abaixo das estimativas, com queda mais intensa dos investimentos e desempenho fraco do consumo das famílias, evidenciando o efeito acumulado da política monetária mais restritiva.
Já os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram criação de vagas formais em janeiro acima do esperado pelo mercado, sinalizando que o mercado de trabalho segue resiliente, ainda que com alguma desaceleração gradual.
A curva de juros fechou em inclinação positiva, em meio à leitura de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode adotar uma postura mais cautelosa nos próximos passos, mesmo com o início do ciclo de flexibilização previsto para março.
Publicidade
Publicidade