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Petróleo despenca, juros cedem e Ibovespa oscila sob pressão de Petrobras

Queda do Brent alivia inflação global, derruba juros e favorece setores domésticos, mas arrasta petroleiras e limita o índice

Alívio geopolítico derruba o petróleo e reduz o prêmio de risco global, puxando juros para baixo e beneficiando varejo e construção no Brasil, enquanto Petrobras pressiona o Ibovespa. (Imagem: Adobe Stock)
Alívio geopolítico derruba o petróleo e reduz o prêmio de risco global, puxando juros para baixo e beneficiando varejo e construção no Brasil, enquanto Petrobras pressiona o Ibovespa. (Imagem: Adobe Stock)

O dia ganhou ritmo após sinais de distensão nas tensões geopolíticas com a indicação de que uma rota estratégica de escoamento no Oriente Médio seguirá aberta, reduzindo o prêmio de risco embutido nos ativos globais.

Isso derrubou o petróleo (Brent em queda ao redor de dois dígitos) e reforçou a leitura de menor pressão inflacionária à frente, direcionando os Treasuries, títulos do Tesouro americano, para baixo e enfraquecendo o dólar no mundo. No embalo, Bolsas em Nova York e na Europa operaram com viés mais construtivo, enquanto setores ligados a energia ficaram para trás com a commodity em forte ajuste.

No Brasil, o mesmo choque de petróleo mais barato se traduziu em fechamento relevante da curva de Depósito Interfinanceiro (DI), com o mercado passando a precificar Selic mais baixa adiante, abrindo espaço para melhor desempenho de ações sensíveis a juros. Ao mesmo tempo, o câmbio acompanhou o exterior: o dólar chegou a tocar R$ 4,9508 na mínima intradiária, sustentado também pelo diferencial de juros e estratégias de carry trade, embora tenha perdido um pouco de força ao longo da tarde.

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Já o Ibovespa ficou dividido: mesmo com melhora ampla em boa parte das ações da Bolsa, o peso de Petrobras (PETR3; PETR4) — pressionada pela queda do Brent — levou o índice à queda no início da tarde. Às 15h15, o Ibovespa apresentava queda de 0,27% aos 196.310 ponto.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o destaque do dia foi a rotação setorial: a forte queda do petróleo colocou as petroleiras na ponta negativa, com Petrobras recuando perto de 7% e pares como PRIO (PRIO3), Brava (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) também em baixa.

Ao mesmo tempo, a leitura de menor pressão inflacionária ajudou a derrubar os juros futuros, favorecendo varejistas e construtoras (com ganhos em nomes como C&A, Renner, Magalu e em incorporadoras). Os bancos também se beneficiaram do ambiente de menor aversão a risco e de fluxo para Brasil, enquanto Vale (VALE3) subiu após divulgação de números operacionais do 1T26.

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