Por volta das 15h (de Brasília), o barril do petróleo WTI para abril avançava cerca de 6,7%, negociado próximo de US$ 79,70. Já o Brent para maio subia perto de 3,9%, em torno de US$ 84,50 por barril, após renovar máximas intradiárias ao longo da sessão.
O movimento ganhou força ao longo do dia em meio a narrativas contraditórias sobre a situação no Estreito de Ormuz e a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que segundo a Axios teria manifestado interesse em influenciar a escolha da liderança do Irã, posição que contrasta com sua postura anterior de que essa decisão caberia exclusivamente ao povo iraniano.
Em paralelo, a missão iraniana nas Nações Unidas classificou como “infundada e absurda” a alegação de que o país teria fechado o estreito e acusou os Estados Unidos de colocarem em risco a segurança marítima internacional em meio à escalada das tensões regionais.
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O avanço do petróleo também reverbera nos mercados financeiros. Em Nova York, ações de companhias aéreas recuam com força diante da perspectiva de custos mais elevados com combustível. No início da tarde, papéis da American Airlines, Delta Air Lines e United Airlines registravam quedas superiores a 6%.
O movimento também pesa sobre os ativos brasileiros. Também às 15h (de Brasília), o Ibovespa caía cerca de 2,5%, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global. As ações da Petrobras recuavam, com Petrobras (PETR3) em queda de cerca de 1,2% e Petrobras (PETR4) cedendo perto de 0,7%, refletindo o ambiente mais turbulento nos mercados apesar da disparada da commodity.
Além do impacto imediato sobre os mercados, a alta da commodity também reacende discussões sobre possíveis efeitos macroeconômicos. Cálculos da XP indicam que, caso o Brent se estabilize ao redor de US$ 80 por barril, o impacto sobre a inflação brasileira pode chegar a cerca de 0,7 ponto porcentual no índice de preços ao consumidor.
Por outro lado, o mesmo movimento tende a favorecer as contas públicas e o setor externo. Segundo estimativas da casa, um petróleo nesse patamar poderia gerar uma receita líquida adicional de cerca de R$ 21 bilhões ao governo em 2026, além de ampliar o superávit da balança comercial brasileira, já que a commodity é o principal item da pauta exportadora do país.
*Com informações da Broadcast.