A Genial Investimentos avalia que o primeiro trimestre de 2026 da Usiminas (USIM5) deve ser marcado por uma mudança de estratégia na siderurgia, com a empresa abrindo mão de volume para priorizar margem.
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A Genial Investimentos avalia que o primeiro trimestre de 2026 da Usiminas (USIM5) deve ser marcado por uma mudança de estratégia na siderurgia, com a empresa abrindo mão de volume para priorizar margem.
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A corretora projeta melhora de mix e recomposição de preços no aço, enquanto a mineração (MUSA) deve virar o principal fator de pressão no consolidado por causa do período de chuvas que foi acima da média em Minas Gerais e de um benchmark (referência de performance do ativo) mais fraco. O balanço deve ser publicado sexta-feira, 24.
No mercado doméstico, a estimativa é de vendas de 925 mil toneladas, queda de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com preços realizados de R$ 5.193 por tonelada, alta de 3,9%. Os analistas Igor Guedes, Lucas Vello e Vitor Soussa atribuem o avanço a uma normalização do mix automotivo após as distorções do quarto trimestre de 2025 e também à redução de volumes de baixa margem antes direcionados a grandes distribuidores.
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No mercado externo, os embarques são projetados em 111 mil toneladas, recuo de 9% ante o trimestre anterior, com foco em nichos de maior valor, sobretudo no segmento automotivo argentino. No consolidado de aço, a corretora estima 1,036 milhão de toneladas, queda de 4,1%, e preço realizado de R$ 5.155 por tonelada, alta de 3,9%. O custo dos produtos vendidos (COGS) por tonelada no aço é visto em R$ 4.866, alta de 2,5%, em movimento explicado pelo mix, sem repasse de altas de placas e carvão metalúrgico no trimestre.
Na mineração, a Genial projeta embarques de 2,167 milhões de toneladas, queda de 12% ante o trimestre anterior, e preço realizado de R$ 381 por tonelada, recuo de 5,1%, com impacto de benchmark mais baixo e de apreciação do real, segundo o relatório. O COGS por tonelada da MUSA é estimado em R$ 331, alta de 8,0% na mesma base.
Com esses vetores, a corretora estima receita líquida de R$ 6 bilhões, queda de 2,4% em relação ao trimestre anterior, e Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado de R$ 367 milhões, recuo de 12,0%, com margem Ebitda de 6,1%.
O Ebitda do aço é projetado em R$ 285 milhões, alta de 25,8% ante o trimestre anterior, enquanto o da mineração recua para R$ 81 milhões, queda de 56,2%. O lucro líquido é estimado em R$ 64 milhões, recuo de 50,1%, com margem líquida de 1,1%, em um quadro descrito como “compressão operacional”.
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A Genial avalia 2026 como um ano desafiador, mesmo com o avanço da defesa comercial. O relatório afirma que o excesso de importados deve manter restrições no curto prazo e menciona risco de triangulação, com o Egito citado como caso emblemático, ao lado da Coreia e Vietnã.
Nesse contexto, a Genial mantém recomendação neutra e preço-alvo R$ 7,00, com potencial de baixa de 3,45%, ante o último fechamento.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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