O dólar perdeu força frente a moedas como o euro e a libra esterlina. O movimento ocorreu em meio à alta do petróleo, depois de os Estados Unidos autorizarem temporariamente a Índia a comprar petróleo russo por 30 dias, numa tentativa de aliviar o aperto na oferta global da commodity em meio às tensões geopolíticas.
O dólar subiu a 157,89 ienes, enquanto o euro avançou a US$ 1,1609 e a libra teve alta a US$ 1,3387. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,33%, a 98,986 pontos. Na semana, houve avanço de 1,41%.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida pública dos EUA) fecharam sem sinal único, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas e da expectativa pela divulgação de indicadores relevantes da economia norte-americana. O juro da T-note de 2 anos caiu a 3,56%, o da T-note de 10 anos subiu a 4,144% e o do T-bond de 30 anos chegou a 4,765%.
O payroll, considerado um dos indicadores mais importantes para avaliar o ritmo da economia e calibrar expectativas sobre a trajetória dos juros no país, mostrou o corte de 92 mil empregos em fevereiro, em termos líquidos, segundo relatório publicado hoje pelo Departamento do Trabalho do país. As estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast variavam de corte de 9 mil vagas a geração de 90 mil postos, com mediana de 55 mil.
Nas bolsas, os índices de Nova York fecharam em baixa, estendendo as perdas do pregão anterior. O Dow Jones caiu 0,95%, o S&P 500 recuou 1,33% e o Nasdaq teve perda de 1,59%.