A melhora está relacionada ao avanço do faturamento com vendas de imóveis, combinado com manutenção de custos sob controle, levando à melhora da margem de lucro. Por outro lado, o balanço também mostrou que a MRV&CO continuou sofrendo com os encargos de juros da dívida.
A principal divisão de negócios, a MRV, focada no Minha Casa Minha Vida, teve lucro de R$168,9 milhões no quarto trimestre, reversão ante prejuízo de R$17,8 milhões na comparação anual. A margem bruta da MRV foi de 31%, expansão de 4 pontos porcentuais.
A Resia, que atua na construção e locação de residências nos EUA, gerou prejuízo de R$ 110 milhões no trimestre. A perda, entretanto, foi 53% menor na comparação anual. A Resia está vendendo terrenos e empreendimentos para controlar a dívida lá fora.
Nas demais empresas do grupo, a Luggo teve prejuízo de R$ 18,2 milhões, enquanto a Urba contribuiu com lucro de R$ 772 mil. O Ebit (lucro operacional, antes dos juros e impostos) consolidado atingiu R$ 391,8 milhões no quarto trimestre, um salto perante os R$ 22,5 milhões do mesmo período do ano anterior.
A receita líquida consolidada da companhia totalizou R$ 3,0 bilhões, aumento de 27,8%, no 4º trimestre de 2025, em virtude do aumento das vendas de imóveis e da evolução das obras.
Além disso, a companhia informou que, no contexto da evolução de sua estratégia corporativa e aprimoramento de sua comunicação com o mercado, a sua administração decidiu pela não continuidade da divulgação de projeções (guidance) para o exercício de 2026.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa reforça seu compromisso com a transparência e permanece à disposição dos acionistas e do mercado para eventuais esclarecimentos.