Bitcoin opera em leve alta em meio ao conflito no Oriente Médio e à CPI dos Estados Unidos. (Imagem: Adobe Stock)
O bitcoin opera em leve alta hoje, enquanto persiste a cautela nos mercados em razão da guerra no Oriente Médio. A liberação das reservas de petróleo pela Agência Internacional de Energia (AIE) para controlar os preços da commodity é vista com ceticismo, o que levou as cotações a voltarem a subir, uma vez que o conflito em curso prossegue e o Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial) continua restrito.
Além disso, investidores tiveram hoje a leitura do índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA de fevereiro, em linha com o esperado.
Por volta das 17h50 (de Brasília), o bitcoin subia 0,40%, a US$ 70.537,26. Já o ethereum tinha alta de 1,34%, a US$ 2.069,18, de acordo com a plataforma Binance.
“Uma liberação recorde de reservas emergenciais de petróleo pode amenizar a falta de oferta do Oriente Médio e proporcionar algum alívio aos preços do petróleo. No entanto, isso seria temporário, com os preços provavelmente voltando a subir acima de US$ 100 por barril se o Estreito de Ormuz permanecer efetivamente fechado por um período prolongado”, avalia a Capital Economics.
“A sustentabilidade de preços mais baixos ainda depende muito da evolução do conflito. Embora a AIE ainda disponha de reservas após essa liberação, um conflito mais prolongado que resulte em danos duradouros à infraestrutura energética do Golfo poderia levar a perdas no fornecimento potencial superiores ao total das reservas detidas diretamente pelos membros da AIE”, pondera.
Enquanto isso, os detalhes do CPI sugerem uma leitura mais firme da inflação de gastos com consumo (PCE, em inglês), a medida preferida do Federal Reserve (Fed), de acordo com análise é do Bank of America (BofA).
O banco americano estima que o núcleo do PCE terá alta de 0,43% em fevereiro ante janeiro e de 3,1% no confronto anual, acima das estimativas anteriores de 0,22% e 2,9%, respectivamente. A diferença se dá pelos preços de bens, que, segundo o BofA, sugerem que há mais inflação motivada por tarifas.
“Se nossa previsão estiver correta, isso deve diminuir as chances de cortes de juros pelo Fed no curto prazo”, disse.