A receita líquida somou R$ 8,4 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 6,1% na comparação anual. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 826 milhões no trimestre, alta de 29,1% frente a igual período do ano anterior.
No período, o volume bruto de mercadorias (GMV) da companhia atingiu R$ 13,1 bilhões, avanço de 8,7% na comparação anual, com destaque para o crescimento das vendas no comércio eletrônico.
O desempenho, segundo avaliação do presidente da companhia, Renato Franklin, refletiu a evolução das margens e a continuidade do processo de reestruturação financeira. A margem Ebitda ajustada atingiu 9,8% no trimestre, avanço de 1,8 ponto porcentual na comparação anual.
O CEO ainda destacou que a varejista também ganhou participação de mercado em categorias relevantes, mesmo em um cenário de consumo mais desafiador. “Em linha branca e televisão, por exemplo, chegamos a ganhar mais de três pontos porcentuais de participação”, disse o executivo, em entrevista ao Broadcast.
A companhia também gerou R$ 1,8 bilhão em fluxo de caixa livre no trimestre, impulsionada pela melhora operacional e pela sazonalidade mais forte do período.
Resultado anual de 2025 de Casas Bahia
No acumulado de 2025, a Casas Bahia registrou receita líquida de R$ 29,1 bilhões, alta de 7,3% em relação a 2024. O Ebitda ajustado totalizou R$ 2,5 bilhões no período, avanço de 29,7%. Apesar da melhora operacional, o prejuízo líquido ajustado do ano somou R$ 1,5 bilhão, aumento de 47,2% frente ao resultado negativo registrado em 2024.
Segundo o diretor financeiro da companhia, Elcio Ito, parte do resultado anual foi impactada por uma provisão contábil relacionada a Imposto de Renda diferido, sem efeito caixa. “Foi um movimento conservador diante do cenário macroeconômico mais incerto. Não tem impacto de caixa e o crédito fiscal continua existindo para ser utilizado no futuro”, afirmou.