A Brava Energia (BRAV3) registrou prejuízo de R$ 588 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), queda de 43% frente às perdas de R$ 1 bilhão apuradas no mesmo período de 2024.
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A Brava Energia (BRAV3) registrou prejuízo de R$ 588 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), queda de 43% frente às perdas de R$ 1 bilhão apuradas no mesmo período de 2024.
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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de outubro a dezembro somou R$ R$ 509 milhões, 29% maior na comparação anual. A margem Ebitda foi de 20,09%, 0,5 ponto porcentual menor que no quarto trimestre do ano anterior. Já o indicador ajustado foi de R$ 808 milhões, com margem de 31,7%.
A receita líquida da Brava no período somou R$ 2,5 bilhões, aumento de 31% na comparação anual. Em 2025, a petroleira lucrou R$ 1,4 bilhão, deixando para trás um prejuízo de R$ 1,1 bilhão no encerramento de 2024.
“Tivemos um ano transformacional. A Brava apresentou forte evolução em todas as métricas do negócio durante o período. Dos aspectos operacionais, como segurança e eficiência, até um avanço expressivo em todos os indicadores financeiros, que registraram cifras recordes”, afirmou o CEO da Brava Energia, Richard Kovacs.
Em 2025, a empresa também registrou o menor nível histórico de custo de produção, que chegou a US$ 14,9 dólares por barril, com destaque para o segmento offshore (fora do País), de US$ 13,4 dólares, redução de 17% quando comparado com 2024.
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“Encerramos, em 2025, um ciclo exitoso de implementação de projetos de grande porte, como o Sistema Definitivo de Atlanta. Nossa meta é gerar valor para os nossos acionistas e reafirmo o nosso compromisso de buscar de forma incansável uma companhia que opere de forma segura e eficiente, para atingir os nossos principais objetivos de curto e médio prazo”, ressalta Kovacs.
Em 2025, a Brava também renovou seu recorde de produção média diária. Foram mais de 81 mil barris por dia de óleo equivalente no ano, um aumento de 46% em relação a 2024, com destaque para Papa-Terra e Atlanta, que registraram os seus melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional, segundo a companhia.
De acordo com a petroleira, houve forte redução no índice de alavancagem, que apresentou a quarta queda consecutiva, atingindo 2,13 vezes em reais. “A melhora do indicador reflete o fortalecimento das linhas de negócios, impulsionado por geração de caixa recorrente, melhor desempenho operacional e estratégia de gestão de passivos (liability management) bem-sucedida. Com isso a companhia aprovou a distribuição de R$ 57,4 milhões como dividendos do período”, informou a empresa.
A Brava destaca ainda, no release de resultados, que iniciou investimentos em uma nova campanha de perfuração entre 2026 e 2027, focando na expansão da produção por meio da perfuração de novos quatro poços, dois no campo de Atlanta (bacia de Santos) e dois em Papa-Terra (bacia de Campos). Em 2025, os investimentos caíram 47%, para R$ 2,829 bilhões.
“A variação anual corresponde à redução nos investimentos do offshore, com destaque para a conclusão da implementação do projeto de Atlanta e a normalização dos investimentos atrelados à integridade de Papa-Terra”, explicou o executivo, após a Brava Energia (BRAV3) anunciar o balanço do 4T25.
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