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PIB fraco nos EUA e petróleo perto de US$ 100 ampliam cautela global; Ibovespa recua

Atividade americana perde ritmo, inflação persiste e investidores reduzem risco; no Brasil, serviços surpreendem e juros futuros sobem

Os mercados globais operam com viés cauteloso nesta sexta-feira (13) após a divulgação de indicadores relevantes nos EUA. A 2ª leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 apontou crescimento anualizado de apenas 0,7%, bem abaixo da estimativa inicial, confirmando perda de ritmo da atividade no fim do ano passado.

Ao mesmo tempo, o núcleo do índice de preços ao consumidor (PCE) manteve-se pressionado, indicando inflação ainda distante da meta do Federal Reserve, o banco central dos EUA. Essa combinação entre atividade mais fraca e inflação persistente aumenta a incerteza sobre o início do ciclo de cortes de juros, enquanto o petróleo segue volátil próximo dos US$ 100, refletindo tensões geopolíticas e adicionando ruído ao cenário inflacionário global.

No Brasil, a pesquisa mensal de serviços (PMS) de janeiro mostrou avanço de 0,3%, acima do esperado, embora a abertura tenha revelado queda nos serviços prestados às famílias, setor mais sensível ao ciclo econômico. O conjunto de dados de início de ano sugere melhora pontual, mas ainda insuficiente para caracterizar uma retomada mais ampla. A leitura reforça a necessidade de cautela às vésperas do Copom, em ambiente pressionado pelo reajuste dos combustíveis e pelas incertezas externas.

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Por volta das 14h30, o Ibovespa caía 0,25%, aos 178.838 pontos, pressionado pelo ajuste do diesel anunciado pela Petrobras (PETR3; PETR4) e pelo comportamento mais fraco das commodities.

No câmbio, o dólar avançava 0,79%, cotado a R$ 5,28, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e a volatilidade do petróleo, apesar da atuação do Banco Central mais cedo. Na renda fixa, os juros futuros avançam acompanhando o conjunto de dados domésticos mais fortes e a nova rodada de alta do petróleo.

Entre as ações do índice, Magazine Luiza (MGLU3) segue em destaque positivo após divulgar resultados acima das expectativas e melhora operacional nas lojas físicas. Petrobras recua após reajuste do diesel abaixo do projetado, em um ambiente de petróleo instável, limitando o desempenho do índice.

O setor financeiro devolve ganhos em meio à maior cautela global, enquanto Vale (VALE3) oscila ao ritmo do minério de ferro na Ásia e das notícias sobre cancelamento de ações em tesouraria. Empresas como Hypera (HYPE3), EzTec (EZTC3), Energisa (ENGI11) e Telefônica (VIVT3) apresentam movimentos moderados, reagindo a balanços e eventos corporativos divulgados ao longo do dia.

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