O Dow Jones hoje fechou em queda por consequência da alta nos contratos futuros do petróleo nesta quinta-feira (19), com o Brent chegando a saltar mais de 6% nas máximas, diante da intensificação do conflito no Oriente Médio, que entrou no 20º dia.
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O Dow Jones hoje fechou em queda por consequência da alta nos contratos futuros do petróleo nesta quinta-feira (19), com o Brent chegando a saltar mais de 6% nas máximas, diante da intensificação do conflito no Oriente Médio, que entrou no 20º dia.
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Segundo a analista sênior de mercado da Phillip Nova, Priyanka Sachdeva, os preços do petróleo podem permanecer em patamar elevado por algum tempo. O Brent continua a subir em meio a ataques crescentes à infraestrutura petrolífera e a embarcações no Golfo, tendo aumentado mais de 10% nas duas últimas sessões, observa ela, em nota.
“A escalada no Oriente Médio, ataques precisos à infraestrutura de petróleo e a morte de líderes iranianos apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, acrescenta.
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Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 0,09% a US$ 95,55 o barril. Já o Brent para maio subiu 1,18% a US$ 108,65 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Nesse contexto, os índices das bolsas de Nova York recuaram, depois de Wall Street já ter sofrido perdas de mais de 1% ontem com a escalada da guerra no Oriente Médio e a postura mais dura do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que cogita até elevar juros diante dos efeitos do conflito.
No fechamento, o Dow Jones teve queda de 0,44%, enquanto o S&P 500 caiu 0,27% e o Nasdaq recuou 0,28%.
A agenda de hoje (19) trouxe indicador dos EUA sobre vendas de moradias novas, que caíram 17,6% em janeiro ante dezembro, para o ritmo anual sazonalmente ajustado de 587 mil unidades, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento do Comércio do país nesta quinta-feira.
A agenda também incluiu leilão do Tesouro norte-americano, de US$ 19 bilhões em títulos atrelados à inflação, conhecidos como Tips, com vencimento em 10 anos. O rendimento máximo foi de 1,896% – abaixo da média recente de 1,899%, de acordo com o BMO. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,47 vezes, acima da média recente, de 2,35 vezes.
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No fechamento, o juro da T-note de 2 anos subiu a 3,798%, o da T-note de 10 anos recuou a 4,26% e o do T-bond de 30 anos caiu a 4,843%.
Já no mercado de câmbio, o dólar caiu ante euro, libra e iene, após as decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE), do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco do Japão (BoJ).
Ontem (18), a postura mais dura do Fed, que cogita elevar juros diante dos possíveis efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, impulsionou o dólar.
No fechamento desta quinta-feira, o euro teve alta a US$ 1,1581, a libra subiu a US$ 1,3428 e o dólar cedeu a 157,688 ienes. Já o índice DXY do dólar — que acompanha as flutuações da moeda norte-americana em relação a outras seis divisas relevantes — teve baixa de 0,88%, a 99,206 pontos.
Com informações do Broadcast.
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