O destaque do trimestre foi a receita líquida, que totalizou R$ 3,23 bilhões, alta de 29% na comparação anual e em linha com a estimativa do banco. O lucro por ação chegou a R$ 1,55, avanço de 41% ao ano, com retorno sobre o patrimônio líquido anualizado de 27%. O Ebitda ajustado (sigla em inglês para Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 706 milhões, alta de 32% ao ano.
O banco chama atenção, porém, para um ponto importante: boa parte da expansão da receita no trimestre decorreu de uma mudança nas regras contábeis de reconhecimento de receita. Antes do quarto trimestre, a Cyrela aguardava seis meses após o lançamento ou a venda de 50% das unidades antes de começar a reconhecer receitas.
Como a companhia nunca abandonou um projeto após seu lançamento, passou a registrar receitas assim que a equipe comercial decide seguir adiante. Isso gerou reconhecimentos expressivos em projetos como Epic e Vista Milano, com R$ 328 milhões e R$ 131 milhões, respectivamente, além de R$ 302 milhões provenientes de empreendimentos lançados no próprio quarto trimestre.
Na geração de caixa, a Cyrela registrou R$ 74 milhões de fluxo de caixa livre após capex (investimentos) no trimestre, ligeiramente acima da estimativa de R$ 50 milhões do BTG. O resultado foi beneficiado pela antecipação de aproximadamente R$ 240 milhões em dividendos de suas coligadas – principalmente Cury e Lavvi – que optaram por adiantar os pagamentos para evitar tributação.
A companhia também anunciou R$ 1,4 bilhão em dividendos no trimestre, o que elevou a dívida líquida para R$ 1,97 bilhão, com alavancagem de 17% sobre o patrimônio líquido – acima da média histórica, mas que o banco considera confortável diante da geração de caixa esperada para 2026.
O BTG mantém recomendação de compra para a ação ordinária da Cyrela, com preço-alvo de R$ 40 e potencial de alta de 46,5% ante o último fechamento do papel.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast