O Irã afirmou que irá interceptar à força qualquer embarcação que viole suas normas marítimas e voltou a advertir os Estados Unidos a não entrarem no Estreito de Ormuz, após Washington anunciar que passará a “guiar” navios retidos. Com as tensões, o petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 4,29% a US$ 106,42 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 5,8% a US$ 114,44 o barril.
O mercado também monitorou o Boletim Focus. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 aumentou pela oitava semana consecutiva, desta vez de 4,86% para 4,89%. Já a projeção para a taxa Selic no fim deste ano permaneceu em 13% pela segunda leitura consecutiva.
Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 0,41%, 1,13% e 0,19%, respectivamente. Com a alta nos combustíveis e o encerramento das atividades da da empresa Spirit Airlines, as principais companhias áreas dos EUA recuaram. American Airlines, Delta Airlines e United Airlines tiveram perdas de 0,25%, 0,70% e 2,65%, respectivamente.
No mercado doméstico de câmbio, o dólar hoje fechou em alta de 0,3% cotado a R$ 4,9677. A moeda americana também subiu frente a divisas fortes. O euro caiu a US$ 1,1701, a libra recuou a US$ 1,3541 e dólar subiu a 157,09 ienes, enquanto o índice DXY, que compara a moeda americana com seis pares de economias desenvolvidas, avançou 0,22% aos 98,375 pontos.
Na agenda da semana, destaque para o payroll (relatório oficial de emprego dos EUA), que será divulgado na sexta-feira (8). No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na terça-feira (5), entra como peça-chave para entender até onde o Banco Central pode ir em um ambiente externo mais instável e com preocupações sobre inflação no radar.
Segundo Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o mercado voltou a operar em modo de aversão ao risco, com o petróleo ditando o ritmo e a geopolítica sendo o principal motor. “Enquanto não houver clareza sobre Ormuz e o conflito no Oriente Médio, a tendência é de volatilidade elevada, pressão nos juros e um ambiente mais cauteloso para ativos de risco”, destaca.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Prio (PRIO3), Minerva (BEEF3) e Braskem (BRKM5).
Prio (PRIO3): 5,65%, R$ 70,16
As ações da Prio (PRIO3) se beneficiaram da alta do petróleo no dia e saltaram 5,65% a R$ 70,16.
A PRIO3 está em alta de 5,65% no mês. No ano, acumula uma valorização de 69,39%.
Minerva (BEEF3): 4,74%, R$ 3,98
Quem também se saiu bem foi a Minerva (BEEF3), com valorização de 4,74% a R$ 3,98. A empresa divulga seu balanço do primeiro trimestre do ano na quarta-feira (6).
A BEEF3 está em alta de 4,74% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de -30,05%.
Braskem (BRKM5): 3,83%, R$ 9,5
Completando os destaques positivos, as ações da Braskem (BRKM5) avançaram 3,83% a R$ 9,5.
A BRKM5 está em alta de 3,83% no mês. No ano, acumula uma valorização de 20,41%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Hapvida (HAPV3), Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3).
Hapvida (HAPV3): -7,18%, R$ 11,5
Os papéis da Hapvida (HAPV3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e afundaram 7,18% a R$ 11,5. As ações da empresa reverteram os ganhos da última sessão, quando saltaram 5,45%.
A HAPV3 está em baixa de 7,18% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 21,93%.
Cyrela (CYRE3): -4,98%, R$ 22,32
Os ativos da Cyrela (CYRE3) cederam 4,98% a R$ 22,32. Por serem mais cíclicos (sensíveis aos ciclos econômicos), papéis do setor de construção civil sofreram no pregão com a alta dos juros futuros.
A CYRE3 está em baixa de 4,98% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 10,36%.
MRV (MRVE3): -3,47%, R$ 6,68
As ações da MRV (MRVE3), por sua vez, fecharam em queda de 2,47% a R$ 6,68 no Ibovespa hoje.
A MRVE3 está em baixa de 3,47% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 14,25%.
*Com Estadão Conteúdo