A Itaú Asset, gestora do Itaú (ITUB3; ITUB4), pioneira no lançamento de ETFs em 2004 e líder em captação e quantidade de fundos de índices, naturalmente liderou essa onda. Foram R$ 8 bilhões captados em fundos de índice em 2025. Em segundo lugar ficou o BTG Pactual (BPAC11), com R$ 7 bilhões. O banco de investimento foi seguido pela Investo, que atraiu R$ 4 bilhões para seus fundos.
Renato Eid Tucci, diretor de produtos indexados da Itaú Asset, aponta ao E-Investidor que a gestora busca não apenas oferecer diferentes tipos de produtos, mas experiência completa, inclusive conteúdo educacional, que ajudou o investidor a ter transparência sobre ETFs de renda fixa e a simular uma carteira composta por fundos de índice.
Em 2025 a asset lançou o seu primeiro ETF multiativo, que combina juro real e bolsa de valores norte-americana. “Foi um ano especial, no qual captamos R$ 8 bilhões. Fundos atrelados a índices de renda fixa e ao ouro tiveram destaque. É de se esperar que o gap (distância) entre produtos de renda variável e renda fixa seja fechado logo”.
Ritmo forte de ETFs também em 2026
Em 2026 o ritmo continua elevado: a gestora já captou R$ 3 bilhões e lançou quatro fundos de índice de renda fixa. Atualmente, a asset responde por uma fatia de 30% do mercado e tem em seu portfólio 31 ETFs, divididos entre renda fixa, renda variável local e internacional, ouro, bitcoin e, mais recentemente, multiativos. Cinco fundos já têm mais de R$ 3 bilhões, enquanto nove ETFs possuem mais de R$ 1 bilhão.
Nos últimos lançamentos, a Itaú Asset deu a opção a investidores de se posicionarem a durações maiores (cinco anos) e se expor a um título de Tesouro IPCA+ específico com o TD3511, TD5011 e TD6011, que replicam, respectivamente, os vencimentos de 2035, 2050 e 2060.
Vantagem tributária
Tucci lembra que nos fundos é possível pagar a menor alíquota de Imposto de Renda (IR) desde o início, em vez de esperar dois anos como na compra direta dos títulos. O pagamento do imposto é postergado indefinidamente, só ocorre na venda das cotas. O ETF não tem come cotas nem Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e sua taxa de administração é baixa.
Tucci destaca o crescimento da pessoa física quando se olha a quantidade de investidores e o institucional quando o foco está em volume. O executivo refuta a tese de que a gestão passiva irá substituir a ativa. “Não é sobre troca, mas o investidor se valer do melhor que tem no mercado financeiro. O ETF é um investimento democrático que deve compor o portfólio”.