Com a queda da commodity, apenas seis ações fecharam em queda nesta sessão. A Azzas 2154 (AZZA3) concentrou a maior baixa, de 2,01%, a preço de R$ 26,26.
No Brasil, ficaram no radar a pesquisa Atlas Intel de intenção de voto e avaliação do governo, além de balanços corporativos, como o da JBS (JBSS32).
A aposta otimista dos mercados financeiros em uma trégua na guerra no Irã pressionou o petróleo hoje, que caiu mais de 2% e impulsionou as bolsas de valores no Hemisfério Norte. O governo dos Estados Unidos ofereceu um plano de cessar-fogo de 15 pontos ao Irã, mas a perspectiva de um acordo ainda não parece iminente.
O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, das Forças Armadas iranianas, zombou das tentativas norte-americanas de encerrar o conflito, afirmando que “alguém como nós nunca chegará a um acordo com alguém como vocês, nem agora, nem nunca”. Em paralelo, Israel anunciou um novo ataque de larga escala, enquanto o Irã voltou a disparar mísseis e drones contra Israel e países do Golfo Pérsico.
No front monetário, persistem temores inflacionários. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, disse que cortes de juros dependem da inflação e da evolução da guerra, enquanto o diretor da autoridade monetária Michael Barr avalia que as taxas devem permanecer elevadas por mais tempo.
Já a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que reagirá de forma “enérgica” caso a inflação volte a subir.
O que impactou o Ibovespa hoje
O EWZ, principal ETF (fundo de índice) brasileiro negociado em Nova York, subiu 2,37%. Por aqui, as ações de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) marcaram alta de 1,86% e valorização de 0,49%, respectivamente. A estatal informou que analisa uma eventual compra da Refinaria de Mataripe.
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 25, mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria 47,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,6% da preferência do eleitorado. Como a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, os dois estão empatados. Outros 5,8% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou estão indecisos, como mostra esta matéria do Estadão.
Bolsas globais reagem à queda do petróleo
Os contratos do petróleo caíram, após relatos de que os EUA propuseram ao Irã um cessar-fogo de um mês. Ainda assim, o porta-voz das Forças Armadas iranianas criticou duramente Washington, ironizou as negociações e afirmou que o país não fará acordo “nem agora, nem nunca”, condicionando qualquer normalização ao fim de ações contra o Irã.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 2,19% a US$ 90,32 o barril. Já o Brent para junho caiu 2,96% a US$ 97,26 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O movimento ganhou força após relatos de que Washington apresentou a Teerã um plano de trégua de um mês, com possibilidade de reunião entre os dois lados já nos próximos dias. A perspectiva de alívio na oferta global foi suficiente para derrubar os contratos, que chegaram a cair mais de 5% durante a madrugada
Em linha com esse movimento, os índices das bolsas de Nova York fecharam em alta, após as perdas do dia anterior. O Dow Jones subiu 0,66%, o S&P 500 avançou 0,54% e o Nasdaq ganhou 0,77%.
Na Europa, as bolsas fecharam em alta. Londres subiu 1,42%, Paris avançou 1,33% e Frankfurt ganhando 1,34%, em meio tanto ao alívio no petróleo quanto a indicadores em linha com as expectativas.
Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, impulsionadas justamente pela forte queda do petróleo e pelos sinais de possível cessar-fogo entre EUA e Irã, o que reduziu a aversão ao risco global. O Nikkei subiu 2,87% no Japão, o Kospi avançou 1,59% na Coreia do Sul, o Hang Seng ganhou 1,09% em Hong Kong e o Taiex subiu 2,54% em Taiwan. Na China continental, o Xangai Composto avançou 1,30% e o Shenzhen Composto, 1,96%.
Na Oceania, o S&P/ASX 200 também acompanhou o movimento, encerrando em alta de 1,85%.
Renda fixa dos EUA e dólar refletem otimismo
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos dos EUA) fecharam em baixa, revertendo a alta da véspera diante da queda do petróleo e das expectativas em torno de um possível cessar-fogo. A agenda norte-americana incluiu leilões de US$ 70 bilhões em T-notes de 5 anos e US$ 28 bilhões em notas de juro flutuante de 2 anos.
O rendimento da T-note de 2 anos caiu a 3,881%, o da de 10 anos cedeu a 4,319% e o do T-bond de 30 anos marcou baixa de a 4,89%.
No câmbio, o dólar hoje ganhou força frente a euro e libra. O euro recuou a US$ 1,1567, a libra teve queda a US$ 1,3367 o dólar caiu a 159,48 ienes. O índice DXY fechou em alta de 0,16%, a 99,599 pontos. No âmbito nacional, o dólar hoje, caiu 0,67%, a preço de R$ 5,2202.