Aparentemente é essa a narrativa que dá o tom para os mercados acionários globais, ao menos no início desta semana, já que a maioria dos índices exibe algum sinal de otimismo e avança.
Com relação aos conflitos no Oriente Médio, porém, há pouco (ou nenhum) avanço: o presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar pronto para um acordo com os iranianos, mas também afirmou ao Financial Times que quer “ficar com o petróleo” do país e enviou mais tropas de soldados para a região.
Em outros mercados financeiros, os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, Treasuries, recuam, o dólar hoje tem leve alta e o ouro apresenta leve viés positivo.
Já entre as principais commodities, os contratos futuros do petróleo sobem, perto dos US$ 110 e a caminho de um ganho mensal recorde, enquanto os preços futuros do minério de ferro avançaram 0,06% na última madrugada em Dalian, aos US$ 117,62 por tonelada. É digno de nota que os preços do alumínio dispararam após ataques do Irã a fundições em Abu Dhabi e no Bahrein, no fim de semana, ameaçando uma crise de oferta global.
Esse ambiente externo pode contribuir para alguma recomposição dos preços no mercado brasileiro, embora o foco imediato entre os investidores deva estar nas sinalizações do Banco Central e nos dados fiscais – fatores estes que, combinados, têm poder de alterar diametralmente as apostas sobre o ciclo de queda da Selic nos próximos encontros do Comitê de Política Monetária (Copom).