Na segunda-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que adiou os ataques ao Irã “talvez para sempre” e que está perto de chegar a um acordo com o país. Apesar de ter voltado atrás nos ataques à Teerã, o republicano enfatizou nesta terça-feira (19) que uma nova ação miliar pode ocorrer até o início da próxima semana, se um acordo não for fechado com o país persa.
“Quanto mais tempo durar esse cenário de incerteza, maior tende a ser a pressão inflacionária global, o que mantém os rendimentos dos Treasuries elevados e reduz o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil”, explica Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Nos Estados Unidos, o T-bond de 30 anos chegou a bater máxima a 5,1969%, nível mais alto desde julho de 2007. Ao final do pregão, terminou a 5,178%. O juro da T-note de 2 anos subiu a 4,110% e o rendimento da T-note de 10 anos avançou a 4,660%. “Isso causa uma reversão da liquidez global. O dólar vinha em um tendência de enfraquecimento, mas, com os juros americanos nesse nível, uma parte dos recursos dos investidores acaba voltando para os Estados Unidos”, diz Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos.
Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 0,67%, 0,65% e 0,84%, respectivamente. O mercado repercutiu dados sobre as vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos, que subiram 1,4% em abril ante março, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Corretores (NAR, na sigla em inglês) divulgada nesta terça-feira. O resultado veio acima da previsão dos analistas consultados pela FactSet, que projetavam alta de 1% no mês.
No mercado doméstico de câmbio, o dólar hoje fechou em valorização de 0,84% cotado a R$ 5,0405, com a escalada dos rendimentos dos Treasuries. “As idas e vindas nas negociações entre Estados Unidos e Irã mantêm o petróleo Brent acima do patamar de US$ 110 o barril, alimentando temores inflacionários e reforçando a perspectiva de juros restritivos por mais tempo na maior economia do mundo, o que estimula a migração de capital para a renda fixa americana”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Usiminas (USIM5), Prio (PRIO3) e Tim (TIMS3).
Usiminas (USIM5): 1,11%, R$ 9,13
As ações da Usiminas (USIM5) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e subiram 1,1% a R$ 9,13, mesmo em dia negativo para o minério de ferro, que recuou tanto na China quanto em Cingapura.
A USIM5 está em alta de 10,13% no mês. No ano, acumula uma valorização de 53,45%.
Prio (PRIO3): 0,73%, R$ 69,32
Os papéis da Prio (PRIO3) também se saíram bem e avançaram 0,73% a R$ 69,32, ignorando a queda dos contratos futuros de petróleo.
A PRIO3 está em alta de 4,38% no mês. No ano, acumula uma valorização de 67,36%.
Tim (TIMS3): 0,63%, R$ 22,21
As ações da Tim (TIMS3) completaram as maiores altas do dia e subiram 0,63% a R$ 22,21.
A TIMS3 está em baixa de 13,75% no mês. No ano, acumula uma valorização de 4,62%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Cosan (CSAN3), B3 (B3SA3) e C&A (CEAB3).
Cosan (CSAN3): -6,35%, R$ 4,13
Os papéis da Cosan (CSAN3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e tombaram 6,35% a R$ 4,13.
A CSAN3 está em baixa de 18,06% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 22,37%.
B3 (B3SA3): -4,96%, R$ 15,89
Entre as baixas, as ações da B3 (B3SA3) afundaram 4,96% a R$ 15,89 após a empresa anunciar a eleição de Christian George Egan para o cargo de CEO, no lugar de Gilson Finkelsztain, que deixará a empresa no final de junho. Egan acumula passagens por instituições como Credit Suisse, Itaú, Tivio Capital e, mais recentemente, Santander Brasil.
A B3SA3 está em baixa de 11,87% no mês. No ano, acumula uma valorização de 17,53%.
C&A (CEAB3): -4,7%, R$ 10,54
Os papéis da C&A (CEAB3) completaram os destaques negativos do Ibovespa hoje e cederam 4,7% a R$ 10,54.
A CEAB3 está em baixa de 6,89% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 17,4%.
*Com informações do Broadcast