A XP apresentou um resultado considerado “fraco no núcleo” no primeiro trimestre de 2026 (1T26), na avaliação do Safra, apesar de a administração ter adotado um tom mais construtivo durante a teleconferência com investidores.
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A XP apresentou um resultado considerado “fraco no núcleo” no primeiro trimestre de 2026 (1T26), na avaliação do Safra, apesar de a administração ter adotado um tom mais construtivo durante a teleconferência com investidores.
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Segundo os analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, o lucro líquido da XP somou R$ 1,318 bilhão no trimestre, queda de 1% na comparação trimestral e de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando 2% abaixo da estimativa do Safra. O principal fator para a frustração foi uma alíquota efetiva de imposto mais alta que o esperado.
Apesar do lucro praticamente em linha no nível operacional, o Safra destacou preocupação com a composição das receitas. As receitas de renda fixa vieram 15% abaixo das projeções, impactadas pela volatilidade dos spreads (diferença entre o preço de compra e o preço de venda) de crédito, enquanto outras receitas do varejo, especialmente relacionadas ao float (receita financeira temporariamente sob posse da gestora antes de serem repassados), compensaram parcialmente essa fraqueza.
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Durante a teleconferência, a administração reiterou o guidance (projeção) para 2026 e afirmou estar confiante em entregar crescimento de receita de dois dígitos no ano.
A companhia também adotou uma visão mais otimista sobre a retomada da alocação de clientes em crédito privado e indicou que espera uma recuperação mais forte da atividade ao longo do segundo semestre.
“O mercado deve revisar expectativas de lucro para algo entre R$ 5,5 bilhões e R$ 5,6 bilhões em 2026, sustentado por controle de despesas, mas limitado por ventos contrários nas receitas”, afirmaram os analistas.
A XP também anunciou mudanças na diretoria financeira. O CFO Victor Mansur deixará o cargo, sendo substituído por Gustavo Alejo. Na visão do Safra, a experiência bancária do executivo pode beneficiar a expansão das operações de crédito e atacado da companhia.
No trimestre, a receita bruta cresceu 8% na comparação anual e ficou em linha com as projeções do Safra. Já o lucro bruto somou R$ 3,179 bilhões, alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os indicadores operacionais, o patrimônio sob custódia do varejo atingiu R$ 1,296 trilhão, alta de 1% na comparação trimestral, enquanto o número de clientes ativos chegou a 4,79 milhões. A XP também anunciou um novo programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão e pagamento de R$ 500 milhões em dividendos no segundo trimestre.
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O banco manteve recomendação neutra para os papéis da XP, com preço-alvo de US$ 23, o que representa potencial de valorização de 33% frente ao último fechamento.
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