O petróleo hoje fechou em queda nesta terça-feira (31), após perder força ao longo do dia diante da escalada das tensões no Oriente Médio e de novas ameaças à oferta global, com declarações vindas de Washington ajudando a conter o avanço dos preços.
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O petróleo hoje fechou em queda nesta terça-feira (31), após perder força ao longo do dia diante da escalada das tensões no Oriente Médio e de novas ameaças à oferta global, com declarações vindas de Washington ajudando a conter o avanço dos preços.
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O WTI para maio caiu 1,46%, a US$ 101,38, na Nymex, enquanto o Brent para junho cedeu 3,18%, a US$ 103,97, na ICE, após oscilar entre perdas e ganhos ao longo da manhã.
Na B3, o recuo da commodity se traduziu em baixa quase generalizada das petroleiras. A Petrobras (PETR3; PETR4) perdeu 1,35% nas ordinárias, a R$ 53,91, e 2,01% nas preferenciais, a R$ 48,67.
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O movimento foi acompanhado pela PRIO (PRIO3), qie despencou 8,17% a R$ 66,21. Por outro lado, PetroReconcavo (RECV3) subiu 0,57% no valor de R$ 14,03 e a Brava Energia (BRAV3) ganhou 2,14% a R$ 20,57, em linha com o fortalecimento do petróleo no mercado internacional.
Os preços chegaram a ensaiar queda mais cedo após a veiculação de uma reportagem do The Wall Street Journal indicando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo sem a reabertura plena do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
A leitura inicial foi de alívio potencial sobre a oferta. Ainda assim, o movimento perdeu força à medida que novas declarações e eventos no campo militar recolocaram o risco no centro das atenções.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o conflito pode se intensificar caso Teerã não aceite negociar e destacou que os próximos dias serão decisivos. Ao mesmo tempo, reforçou que Washington segue aberto a um acordo.
Apesar das tensões, Hegseth afirmou que o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz aumentou nos últimos dias, atribuindo o movimento à atuação americana na região. A indicação de maior circulação trouxe algum contraponto ao cenário de restrição, mas não foi suficiente para dissipar o prêmio de risco.
Do lado da oferta, o cenário segue apertado. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) viu sua produção despencar em março para o menor nível desde 2020, segundo levantamento da Reuters.
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A queda foi de 7,3 milhões de barris por dia, levando a produção do cartel a 21,57 milhões de barris diários, em meio ao fechamento parcial de Ormuz e à necessidade de cortes nas exportações por grandes produtores como Arábia Saudita, Iraque e Kuwait.
A combinação entre restrições logísticas e cortes coordenados reforça a percepção de um mercado mais justo, em que qualquer choque adicional tende a ter impacto desproporcional sobre os preços.
Apesar do cenário de preços elevados, a Petrobras mantém disciplina na alocação de capital. A diretora de Exploração e Produção, Sylvia dos Anjos, afirmou que a companhia segue planejando seus projetos com base em um petróleo a US$ 60 ou menos.
Segundo a executiva, a alta recente abre uma janela de geração de caixa mais robusta, mas não altera a estratégia de longo prazo nem acelera projetos.
A companhia tem focado em ganho de eficiência e expansão consistente da produção. Em março, a estatal registrou pico de 2,92 milhões de barris por dia e produção de gás de 44 milhões de metros cúbicos na Bacia de Santos.
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