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Investimentos

Banco do Brasil (BBAS3) sofre com agro, mas guerra no Irã pode virar o jogo; e os dividendos?

Crise no Estreito de Ormuz pressiona fertilizantes e impacta a recuperação do BBAS3. Veja o que dizem os analistas

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Leo Guimarães
Editado por Wladimir D'Andrade

01/04/2026 | 5:30 Atualização: 01/04/2026 | 7:20

Guerra no Irã pode impactar também a distribuição de dividendos do Banco do Brasil (BBAS3), caso piore o risco do agro devido à crise nos fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio. Foto: AdobeStock (Imagem: AlfRibeiro em Adobe Stock)
Guerra no Irã pode impactar também a distribuição de dividendos do Banco do Brasil (BBAS3), caso piore o risco do agro devido à crise nos fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio. Foto: AdobeStock (Imagem: AlfRibeiro em Adobe Stock)

O Banco do Brasil (BBAS3) também sofre impactos gerados pelo bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz, após os ataques dos EUA e Israel, que vão além do petróleo e já provocam um choque de oferta nos fertilizantes. O movimento pressiona diretamente o custo de produção do agronegócio brasileiro, principal cliente do banco estatal, que importa mais de 80% desses insumos, sendo que metade do suprimento mundial passa pela região do conflito.

Leia mais:
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A situação adiciona tensão a um setor já fragilizado por juros elevados, aumento de recuperações judiciais e calotes, fatores que afetam o desempenho da instituição. Apesar de mais incertezas, os analistas que acompanham a operação se dividem sobre o real impacto da guerra no Oriente Médio nos resultados do banco.

Malek Zein,  analista da Suno Research, é uma das vozes que acreditam que a crise de oferta pode criar um quadro positivo que ajudaria o banco a sair da crise de inadimplência dos clientes.  “Se você me cravar que vai ter um problema [de oferta] de fertilizante, a minha resposta é que isso é bom para o Banco do Brasil, porque o produtor vai ganhar dinheiro”, diz. 

O agronegócio responde por cerca de um terço da carteira de crédito de R$ 1,3 trilhão do Banco do Brasil. A instituição é líder no financiamento agrícola, responsável por cerca de metade do crédito concedido ao setor no País.

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O impacto da guerra no Oriente Médio no BB

O cenário de menor oferta de insumos agrícolas no mundo geraria um resultado final favorável ao produtor brasileiro que tem um nível de custo mais baixo em relação a outros países. Dessa forma, os produtores locais conseguiriam pagar mais caro pelo fertilizante sem perder margem de lucro.

“O Brasil planta duas safras por ano. Isso daí já é uma  vantagem de quase 50% do custo”, afirma Zein. 

Em outras palavras, em um cenário em que o preço das commodities sobem, o produtor vai pagar mais caro pelos insumos, mas poderá se beneficiar mais dos preço altos de seus produtos, como soja e milho.

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O quadro inflacionário de alimentos, seria positivo para os produtores. “Foi isso que aconteceu em 2022 (invasão da Ucrânia pela Rússia). Os preços dos supermercados subindo, ficando feio, como já está acontecendo agora. Mas, por outro lado, aquela época foi o momento de maior rentabilidade do Banco do Brasil.”

  • Veja também: O recado do Federal Reserve sobre guerra, inflação e o futuro dos juros nos EUA

Eduardo Nishio, analista da Genial Investimentos, tem uma visão diferente. “Estamos falando de restrições, aumento de insumos. No geral, não é positivo“, diz. Para ele, o aumento de preços dos produtos agrícolas não necessariamente compensa a alta dos custos. “A gente não sabe se o produtor vai conseguir repassar todo o aumento.”

Além disso, há uma dinâmica de preço e volume que precisaria entrar na conta. Se o preço sobe, mas o volume cai, por restrição de insumo ou mudança de plantio, o ganho pode não se materializar. “Receita é preço e volume”, aponta.

Como o milho depende mais de fertilizantes nitrogenados (que passam pelo Estreito de Ormuz), produtores tendem a reduzir área desta cultura e migrar para a soja, que tem menor dependência desse tipo de insumo. 

Como efeito, a menor oferta de milho pressionariam preços no curto prazo, mas com custo mais alto e risco de margem comprimida. Na soja, o aumento de área plantada elevaria o volume e pressionaria preços para baixo, limitando ganhos.

O papel do governo e o efeito da MP 1314

Por outro lado, a visão otimista coloca na balança a Medida Provisória 1314, editada em setembro do ano passado pelo governo e que deve começar a melhorar o balanço do Banco do Brasil a partir dos resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26). 

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A MP criou linhas de crédito especial para produtores rurais afetados por eventos climáticos de 2020 a 2025, além de liberar R$ 12 bilhões do superávit financeiro do governo para refinanciamento de dívidas do setor. Como o BBAS é responsável por 50% do crédito agrícola, é esperado que pelo menos R$ 6 bilhões entrem no caixa do banco.

  • Crédito travado no agro abre espaço para FIDCs: ‘2026 ainda será ruim’, diz sócio-fundador da Multiplica

Flávio Conde, analista da Levante Investimentos, também analisa os efeitos do câmbio, que na sua visão não atingem o produtor de forma homogênea. Segundo ele, apenas grandes produtores costumam fazer proteção financeira (hedge) tanto para o dólar quanto para os preços de commodities. Já médios e pequenos, que são maioria, ficam mais expostos às oscilações de mercado.

Dólar, commodities e o produtor rural

Trator faz pulverização em plantação; agronegócio sofre com queda dos preços das commodities e alta dos custos dos insumos.
Trator faz pulverização em plantação; agronegócio sofre com preços das commodities e alta dos custos dos insumos. (Imagem: Dusan Kostic em Adobe Stock)

Nesse contexto, a recente alta do dólar ainda não teria impacto relevante. A moeda saiu de cerca de R$ 5,12 antes da guerra para R$ 5,23, variação considerada limitada. Por outro lado, a valorização das commodities tende a oferecer algum alívio a alta do diesel e fertilizantes.

“O dólar e o preço mais alto das commodities é um mitigador dessa situação difícil. O fertilizante vai ser comprado só para a plantação da safrinha agora para maio e junho, que não é significativo e tem chance de muita gente plantar menos ou mesmo não plantar. Mas o que pesa no caso do fertilizante será mais a partir do mês de agosto.”

  • Entenda: Guerra no Oriente Médio muda rumo do dólar e pressiona o Brasil

BBAS3 está barato ou é armadilha?

A Suno tem uma visão positiva do Banco do Brasil, sem esperar resultados melhores este ano, mas sem concordar com o desconto de mais de 30% sobre o valor patrimonial do ativo. No ano, as ações BBAS3 desvalorizam mais de 16%.

O fato de o banco não rentabilizar o patrimônio como deveria, com um indicador de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de apenas 9,8%, pesa na decisão dos investidores. Para se ter uma ideia, o Itaú (ITUB3; ITUB4) tem um ROE de 23,3%. 

Para a casa, o BB ainda continuará com resultados ruins ao longo do ano, mas haverá melhora a partir de 2027, quando os créditos concedidos nos últimos dois anos – a partir daí o banco passou a ficar mais diligente na concessão – vão passar a pesar mais na carteira. “Os números vão apresentar uma melhora relativamente rápida. Não é coisa de dois trimestres, mas não é um negócio que vai levar cinco anos e é isso que está no preço hoje”, comenta Zein.

  • Dividendos em 2026: 14 ações protegidas de juros altos, eleições e mais impostos

O banco também foi muito impactado pela Resolução 4966 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que obriga as instituições a parar de contabilizar juros em créditos com mais de 90 dias de atraso. No caso do BBAS, isso impactou em cerca de R$ 1 bilhão por trimestre a sua margem financeira. Tal consequência também deve começar a perder efeito com as adaptações do banco à nova regra, o que pode gerar melhores de resultado, na visão da Suno, a partir de 2027. 

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A Genial, por outro lado, defende uma posição neutra em relação a BBAS3. Nishio aponta que a recuperação do banco vai acontecer de forma mais lenta do que o esperado, mesmo com a ajuda do governo e com a gestão mais diligente na concessão de crédito rural. 

O cenário macro também não ajuda a operação, com juros altos, inflação e aumento de recuperações judiciais pressionando a qualidade da carteira do banco. Soma-se a isso, o risco político embutido. “Falta trigger (gatilho) nesse papel. E um gatilho importante, que é a eleição, hoje em 50-50. Então, a gente não pode tomar uma decisão em relação a esse posicionamento”, comenta Nishio.

  • Saiba mais: Investidor estrangeiro deixa eleições de lado e mira juros

Dividendos em risco? O que observar

Nos próximos resultados, o mercado financeiro vai olhar a chamada formação de NPL (Non-Performing Loan) no agronegócio e na pessoa física, um indicador de inadimplência medido pela provisão que o banco faz. 

Régis Chinchila, analista de Research da Terra Investimentos, avalia que esse indicador serve também para observar se o banco manterá o payout (porcentagem do lucro distribuída a acionistas) atual – veja mais aqui – ou se haverá uma retenção de lucros para fortalecer o índice de Basileia diante da crise, que mede quanto capital próprio ele tem para cobrir seus riscos de crédito.

Chinchila diz que os bancos, como o Banco do Brasil, costumam reagir rapidamente, incorporando cenários mais conservadores em seus modelos, considerando maior inadimplência e necessidade de renegociação.

“O BBAS3 é historicamente um porto seguro para dividendos. Se o banco precisar aumentar as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) devido ao risco agro, o lucro líquido cai. Isso impacta diretamente o montante distribuído”, diz. 

Apesar de neutra em relação ao papel, a Terra tem preço-alvo de R$ 28 para o papel, que significa uma valorização de 25% ao preço atual de R$ 22,75. Essa é uma avaliação parecida com a da Levante.

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Para Flavio Conde, as ações do BBAS3 estão baratas e, portanto, ofereceriam oportunidade de entrada, com cautela. Ele lembra que historicamente o banco é cotado em torno de 80% do valor patrimonial e muitas vezes chega a 90%, 95%.

“Então, 69% é pouco, vale a pena manter as ações. Para quem não tem, pode ser interessante comprar fatiado. Tem que ter cautela, porque a gente não sabe realmente qual vai ser o impacto. Quanto mais a guerra durar, pior para o setor agrícola.” Para ele, Bradesco (BBDC3; BBDC4) e Itaú seriam melhores opções ao Banco do Brasil (BBAS3), que sofre impactos da guerra por meio do agronegócio.

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