• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

IR 2026: Quem paga mais imposto sobre o consumo no Brasil é quem tem renda maior, menor ou a classe média?

Mesmo com novas regras do IR e avanços na reforma tributária, especialistas apontam que a carga deve seguir mais pesada para os mais pobres

Por Beatriz Rocha

01/04/2026 | 12:32 Atualização: 01/04/2026 | 12:32

Carga tributária no Brasil pesa mais sobre contribuintes de menor renda. Foto: Adobe Stock
Carga tributária no Brasil pesa mais sobre contribuintes de menor renda. Foto: Adobe Stock

O período de entrega do Imposto de Renda 2026 reacende o debate sobre a estrutura tributária brasileira. Mudanças recentes no IR, com a Lei 15.270/2025, e no imposto sobre o consumo, com a reforma tributária, buscam corrigir distorções históricas, mas especialistas apontam que o peso dos tributos ainda recai de forma mais intensa sobre as camadas de menor renda.

Leia mais:
  • Como usar o Imposto de Renda 2026 para apoiar causas sociais
  • Imposto de Renda sem drama: como se preparar e evitar surpresas
  • Como pagar menos Imposto de Renda em 2026: estratégias legais para reduzir a cobrança
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No caso do IR, a Lei 15.270/2025 ampliou a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês e criou, como compensação, um imposto mínimo para contribuintes de alta renda. O texto estabeleceu ainda descontos de forma escalonada para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais.

O contribuinte que recebe acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano está sujeito ao imposto mínimo da alta renda. A alíquota é gradual e chega a 10% para quem fatura R$ 100 mil ou mais por mês – R$ 1,2 milhão ou mais por ano.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Mesmo com o ajuste, o Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) calcula que a defasagem média da tabela do IR está em 157,22%, levando em consideração os resíduos acumulados desde 1996.

  • Confira: Receita muda limite de renda que torna declaração obrigatória; veja quem precisa enviar IR

Com a correção integral da tabela, só seriam tributados contribuintes com renda mensal acima de R$ 6.694,37, R$ 1.694,37 acima da faixa de isenção atual. Nesse cenário, a alíquota máxima de 27,5% atingiria apenas rendas superiores a R$ 12.374,74, ante os atuais R$ 7.350.

Segundo o estudo, para um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6,5 mil, a falta de correção integral da tabela resulta em um recolhimento adicional de R$ 535,04 por mês.

Já para um contribuinte com renda tributável mensal de R$ 10 mil, o imposto pago a mais é de R$ 1.186,87, que corresponde a 371,80% do valor que seria devido no cenário de correção plena. Em contraste, para aqueles com rendimentos tributáveis mensais líquidos superiores a R$ 100 mil, o impacto relativo da defasagem limita-se a 7,86%.

  • Veja: Contribuintes reclamam de erros na pré-preenchida; saiba como revisar dados

Em 2025, o governo divulgou o estudo “Progressividade Tributária e Desigualdade no Brasil: Evidências a partir de Dados Administrativos Integrados”, produzido por economistas brasileiros e de outras nacionalidades, com a colaboração da Receita Federal.

Segundo o estudo, no Brasil, 1% das pessoas mais ricas do País e que tem renda anual superior a R$ 5,5 milhões concentra 27,4% da renda nacional total. Esse grupo de milionários paga alíquota efetiva de 20,6% (incluindo todos os tributos), enquanto para o brasileiro de classe média, a alíquota cobrada gira em torno de 42,5%.

Tributação sobre o consumo

Thiago Santinom, especialista tributário da Omnitax, aponta que a tributação sobre o consumo pesa proporcionalmente mais sobre as famílias de baixa renda. “Tributos sobre consumo incidem no preço de bens e serviços e, na prática, pobres e ricos pagam o mesmo imposto embutido quando compram um produto. A diferença é que, para quem ganha menos, esse gasto consome uma parcela muito maior da renda mensal”, explica.

Publicidade

A reforma tributária busca reduzir essa diferença, com medidas como o cashback para famílias de baixa renda e a alíquota zerada para itens da cesta básica nacional, como arroz, feijão e café.

Na visão de Mateus Pontalti, advogado tributarista e sócio do escritório Feitosa Rodrigues Pontalti, a isenção da alíquota para alimentos da cesta básica beneficia especialmente os mais pobres, mas, do ponto de vista da equidade, é uma técnica menos focalizada, porque também ajuda os mais ricos: todos que comprarem esses produtos pagarão menos tributo.

Já o cashback representa uma estratégia focalizada. “Nesse modelo, a tributação incide normalmente, mas as famílias de baixa renda recuperam parte do tributo pago. Essa técnica é mais eficiente do ponto de vista distributivo justamente porque concentra a desoneração em quem realmente precisa”, diz Pontalti.

Terão direito ao cashback as famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), desde que o responsável familiar tenha renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo nacional, resida no País e tenha CPF regular.

Publicidade

Na prática, a Lei Complementar 214/2025 prevê devolução de 100% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e de 20% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) na aquisição de botijão de gás de até 13 kg e nas operações de fornecimento domiciliar de energia elétrica, água, esgotamento sanitário, gás canalizado e telecomunicações. Nos demais casos, a devolução será de 20% para a CBS e de 20% para o IBS.

O que muda com a reforma tributária?

Com a reforma, no lugar de cinco impostos atuais, haverá um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de “natureza dual”, com uma parte administrada pela União e outra pelos Estados e municípios. A alíquota padrão do IVA ainda não é conhecida.

A parcela arrecadada pela União irá compor a CBS, que reunirá o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Os Estados e municípios ficarão com o IBS, que agregará o Imposto sobre o Comércio de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de competência municipal.

Segundo Santinom, a reforma melhora o desenho da tributação sobre o consumo ao substituir um sistema fragmentado por um IVA dual mais uniforme. Dito isso, ele enxerga ser importante não vender a ideia de queda generalizada e imediata de preços. “Reforma tributária melhora desenho, reduz ineficiências e tende a reequilibrar o sistema, mas preço final também depende de margem, concorrência, câmbio, juros e custo operacional”, diz.

  • Leia mais: Quanto você vai pagar de imposto com a reforma tributária?

Como fica a alta renda?

Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade, observa que a maior mudança para a alta renda não vem da reforma tributária, mas sim da Lei 15.270/2025, relacionada ao Imposto de Renda. “Penso que a criação do tributo mínimo é positiva e representa, sim, uma forma de justiça fiscal”, diz.

  • Entenda: O que realmente muda e o que é mito na nova fase de fiscalização da Receita

Outra mudança incorporada pela lei: sempre que uma pessoa física receber de uma mesma pessoa jurídica valor superior a R$ 50 mil por mês em lucros ou dividendos distribuídos, a empresa deverá reter, na fonte, uma alíquota de 10% de Imposto de Renda

  • Veja também: Imposto de Renda 2026: veja como declarar ações, FIIs e ETFs

Mas essa retenção mensal não representa uma tributação definitiva. Ela funciona como uma antecipação do IR. Na declaração anual, o imposto efetivamente devido será calculado com base no total de rendimentos do contribuinte, descontando-se os valores já retidos ao longo do ano.

As estratégias dos mais ricos

Eron Falbo, CEO e fundador da Bridge Legacy, destaca que o ponto central é diferenciar planejamento tributário de evasão. “Planejamento consiste em estruturar investimentos dentro das regras existentes e a própria arquitetura das novas leis deixa claro que há espaços legítimos para isso”, afirma.

Publicidade

Segundo ele, a Lei 14.754/2023, que regula investimentos de pessoas físicas no exterior e estruturas offshore, foi uma das que mais impactaram a alta renda.

Nesse contexto, uma das estratégias é a mudança de residência tributária. Com a Declaração de Saída Definitiva do País, o contribuinte deixa de ser tributado globalmente pela Receita, mantendo ativos no exterior e fora das regras de tributação anual de offshores.

Outro caminho passa por evitar a caracterização de entidade controlada. A lei define controle, por exemplo, como participação superior a 50% do capital ou dos lucros. Assim, estruturas com divisão real de poder – como sócios independentes com participações iguais – podem escapar da tributação automática.

Uma variação envolve o uso de fundações privadas estrangeiras, que não têm capital dividido em cotas ou ações e operam com governança própria.

Publicidade

Há ainda um terceiro caminho para a alta renda: a exceção para empresas com mais de 60% de renda ativa própria, como aquelas que exercem atividade de comércio, intermediação ou prestação de serviços. Nesses casos, a tributação ocorre apenas na distribuição de lucros. “No entanto, estruturas vazias, criadas apenas para acumulação financeira, não resistem a esse teste”, alerta Falbo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • alta renda
  • Conteúdo E-Investidor
  • Imposto de Renda 2026
  • Reforma tributária
Cotações
01/04/2026 15h31 (delay 15min)
Câmbio
01/04/2026 15h31 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Turbulência no Tesouro: oportunidades e riscos dos títulos públicos com guerra, leilões e circuit breakers

  • 2

    Ouro cai com guerra no Irã, pressiona ETFs e desafia tese de “porto seguro”

  • 3

    Brasileiro quer guardar dinheiro, mas não consegue: cansaço e falta de rotina travam finanças em 2026

  • 4

    Ouro, dólar e bitcoin: o que funciona como proteção e o que representa ativo de risco?

  • 5

    Ibovespa hoje ignora guerra e sobe acima de 182 mil pontos, com impulso das ações da Petrobras e da Vale

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Salário-maternidade do INSS: onde realizar a solicitação do benefício?
Logo E-Investidor
Salário-maternidade do INSS: onde realizar a solicitação do benefício?
Imagem principal sobre o FGTS: tem mais de 70 anos? Veja como solicitar o saque presencialmente
Logo E-Investidor
FGTS: tem mais de 70 anos? Veja como solicitar o saque presencialmente
Imagem principal sobre o Bloqueio do Bolsa Família: saiba o que acontece quando a situação é regularizada
Logo E-Investidor
Bloqueio do Bolsa Família: saiba o que acontece quando a situação é regularizada
Imagem principal sobre o Bolsa Família: quando o bloqueio do benefício pode acontecer?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: quando o bloqueio do benefício pode acontecer?
Imagem principal sobre o Salário-maternidade: quem pode solicitar o benefício em 2026?
Logo E-Investidor
Salário-maternidade: quem pode solicitar o benefício em 2026?
Imagem principal sobre o Salário-maternidade rural: passo a passo para solicitar o benefício
Logo E-Investidor
Salário-maternidade rural: passo a passo para solicitar o benefício
Imagem principal sobre o Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (31)?
Logo E-Investidor
Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (31)?
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (31)?
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (31)?
Últimas: Educação Financeira
“Brasileiro precisa de mais disciplina para dar conta dos gastos”, diz VP da Creditas
Educação Financeira
“Brasileiro precisa de mais disciplina para dar conta dos gastos”, diz VP da Creditas

Pressão financeira, cansaço mental e dificuldade de renda extra marcam o início de 2026; para Renato Gonçalves, reorganização do orçamento virou prioridade

01/04/2026 | 14h27 | Por Igor Markevich
Inédito: Estadão lança treinamento virtual que alia inteligência fiscal na prática à construção de patrimônio
Educação Financeira
Inédito: Estadão lança treinamento virtual que alia inteligência fiscal na prática à construção de patrimônio

Programa reúne especialistas, aulas práticas e encontros ao vivo para traduzir o impacto dos impostos nas decisões financeiras do dia a dia; veja como participar

01/04/2026 | 08h00 | Por Isabel Rocha
IR 2026: pré-preenchida traz criptomoedas desconhecidas? Entenda a origem das informações
Educação Financeira
IR 2026: pré-preenchida traz criptomoedas desconhecidas? Entenda a origem das informações

Dados podem estar associados ao Meli Dólar, criptomoeda distribuída em forma de cashback para clientes do Meli+

31/03/2026 | 16h40 | Por Beatriz Rocha
O que abre e o que fecha na Sexta-feira Santa? Bancos, Bolsa e contas a pagar; veja o que funciona e como se organizar
Educação Financeira
O que abre e o que fecha na Sexta-feira Santa? Bancos, Bolsa e contas a pagar; veja o que funciona e como se organizar

Feriado interrompe pregão, fecha agências e adia compensações; PIX opera normalmente

30/03/2026 | 16h16 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador