Como reação imediata, o petróleo, que havia dado uma trégua na sessão anterior, voltou a subir. Às 17h45 (de Brasília), o barril do Brent para junho negociado na ICE avançava 7,57%, para US$ 108,82, enquanto o WTI para maio subia 11,62%, para US$ 111,75, na Nymex.
Com o balde de água fria nos investidores, que esperavam por um tom mais apaziguador do presidente americano na véspera, as Bolsas de Nova York voltaram a operar em baixa. Além do impasse do petróleo, a agenda dos EUA de hoje também recebe atenção, trazendo dados sobre a balança comercial e pedidos de auxílio-desemprego. Autoridades do Banco Central Americano, Federal Reserve (Fed), participam de eventos.
No fechamento, o Dow Jones recuou 0,13%, enquanto o S&P 500 avançou 0,11% e o benchmark das ações de tecnologia Nasdaq tinha alta de 0,18%.
Agenda dos EUA
Dados publicados pelo Departamento do Comércio americano indicam que o déficit comercial dos Estados Unidos subiu 4,80% em fevereiro ante janeiro, a US$ 57,35 bilhões. Analistas consultados pela FactSet previam déficit maior para o mês, de US$ 67,9 bilhões.
O déficit da balança de janeiro foi levemente revisado para cima, de US$ 54,46 bilhões para US$ 54,68 bilhões. As exportações dos EUA subiram 4,2% em fevereiro ante janeiro, a US$ 314,79 bilhões, enquanto as importações avançaram 4,3%, a US$ 372,14 bilhões.
Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos teve queda de 9 mil na semana encerrada em 28 de março, a 202 mil. O resultado ficou abaixo da expectativa da FactSet, que previa 212 mil solicitações. O total de pedidos da semana anterior foi levemente revisado para cima, de 210 mil para 211 mil.
Já o total de pedidos continuados mostrou aumento de 25 mil na semana encerrada em 21 de março, a 1,841 milhão, superando a projeção de 1,836 milhão da FactSet. Esse indicador é divulgado com uma semana de atraso.
Treasuries e dólar voltam a subir
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano, os Treasuries, operam em alta após decepção frente falas de Trump para intensificar a guerra. Às 18h (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos tinha queda de 0,08%, o da T-note de 10 anos caía a 0,25% e o do T-bond de 30 anos recuava a 0,41%.
No câmbio, o dólar se fortalece em relação a moedas de outras economias desenvolvidas. Às 18h (de Brasília), o euro caía a US$ 1,154, a libra recuava a US$ 1,323, enquanto o dólar avançava a 159,6 ienes. Já o índice DXY do dólar — que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes — tinha alta de 0,37%, a 100,02 pontos.
No fechamento, a moeda americana subiu 0,06% sobre o real, cotada a R$ 5,1599 na venda, enquanto o euro caía a R$ 5,957 e a libra recuava a R$ 6,820.
Com informações da BroadCast