No exterior, os mercados operam em alta embalados pela expectativa de avanço nas conversas entre EUA e Irã e por sinais de arrefecimento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Esse ambiente favorece o apetite por risco, impulsionando as Bolsas internacionais, enquanto o dólar perde força frente às principais divisas.
Em paralelo, a divulgação de dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos abaixo do esperado reforça a leitura de menor pressão inflacionária no curto prazo, contribuindo para recuo dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro estadunidense. Já o petróleo apresenta correção relevante, após os ganhos recentes, refletindo ajustes técnicos e projeções de normalização gradual da oferta.
No cenário local, o bom humor externo se traduz em entrada de fluxo estrangeiro, fortalecendo o real e sustentando a valorização do mercado acionário. O Ibovespa renovou máxima histórica, atingindo a marca dos 199 mil pontos, ainda que com perda parcial de fôlego diante do recuo mais intenso das ações ligadas ao petróleo.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
No mercado de juros, os contratos futuros recuam com maior intensidade nos vencimentos curtos e médios, acompanhando a apreciação cambial e a leitura de atividade mais moderada, após dados de serviços abaixo das expectativas.
Por volta das 14h30 (de Brasília) o Ibovespa avançava 0,37%, negociando aos 198.724 pontos, e o dólar se mantinha abaixo da barreira psicológica dos R$ 5,00, negociando com queda de 0,25%, para R$ 5,01.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, os papéis de bancos e empresas ligadas a metais se destacam em alta, sustentados pela entrada de capital estrangeiro e pela melhora do humor global, que beneficia setores mais sensíveis ao ciclo econômico. Em contraste, as ações de petróleo figuram entre as maiores quedas do dia, acompanhando o recuo expressivo da commodity no mercado internacional.
Publicidade
Publicidade