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Em postagem no Linkedin, a gestora informou que, em conjunto com os administradores dos fundos sob sua gestão, está coordenando as providências cabíveis do encerramento seguindo a regulamentação e documentação de cada um dos fundos. Cotistas serão comunicados pelos canais da Tork sobre fatos relevantes e convocação das assembleias gerais para deliberar sobre as medidas a serem tomadas contra a cada fundo.
No post, a gestora agradece pela confiança e apoio recebida do mercado ao longos dos anos de atuação. “Buscamos conduzir nosso trabalho com seriedade, disciplina, comprometimento e profundo respeito aos nossos investidores, parceiros, colaboradores e prestadores de serviço, com quem tivemos o privilégio de construir uma história marcada por relações de confiança e aprendizado mútuo. Temos grande orgulho do caminho percorrido e do trabalho desenvolvido nesse período”, dizem os sócios.
A Tork era uma das casas surgidas no boom das assets independentes visto no País entre meados de 2016 e 2019, que trouxe para o mercado gestoras como Adam, Legacy, Vinland e outros nomes hoje bem consolidados. Era um ambiente bem diferente do atual, fruto da combinação de juros baixos, abertura das plataformas de investimento e saída dos profissionais dos bancos para montar seus próprios negócios.
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Nos últimos anos, no entanto, boa parte das gestoras menores tem tido dificuldade para enfrentar as incertezas macroeconômicas, os juros altos que centralizaram os ativos na renda fixa isenta e as mudanças tributárias em produto como fundos exclusivos. Um cálculo comum no mercado é que, para se manter rentável e escalar, uma asset precisaria de R$ 1 bilhão de patrimônio sob gestão. Como mostramos nesta reportagem, desde 2024, atingir esse patamar é uma tarefa árdua para muitas das independentes.
Para aquelas focadas em ações, o fluxo de investidores também joga contra: o resgate líquido nos fundos de ações no primeiro trimestre deste ano soma R$ 6,4 bilhões, mesmo com o Ibovespa no maior patamar da história. Em 2025, a classe já havia perdido R$ 54,4 bilhões. Em 2024, a saída foi de R$ 10 bilhões.
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