A B3 prevê investir mais de R$ 25 milhões em educação em 2026, com projetos na rede pública, cursos financeiros e a OLITEF, que leva alunos a investir em títulos públicos. (Imagem: Adobe Stock)
A B3 prevê investir mais de R$ 25 milhões em educação ao longo de 2026, em uma agenda que combina apoio à rede pública, formação financeira e iniciativas de aproximação com o público. O movimento acompanha a expansão da base de investidores no país e parte da leitura de que antes de ganhar escala, o mercado precisa formar quem chega até ele.
A estratégia articula educação básica, letramento financeiro e experiências práticas sob o mesmo guarda-chuva. A companhia aposta em parcerias para ampliar alcance e dar tração a projetos que buscam criar familiaridade com o universo de investimentos desde cedo.
“A educação é estrutura de desenvolvimento”, afirma Fabiana Prianti, líder da B3 Social. “Nosso foco está em soluções escaláveis, capazes de gerar impacto ao longo do tempo.”
Matemática na base
A atuação na educação básica ocorre por meio da B3 Social, braço de investimento social da companhia. Para este ano, estão previstos 24 projetos, com alcance estimado de 7 milhões de pessoas, entre estudantes, professores e gestores.
As ações envolvem formação docente, desenvolvimento de metodologias e fortalecimento de redes educacionais. Entre os projetos está a Olimpíada de Professores da OBMEP Mirim, organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada.
A OBMEP Mirim é uma versão da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas voltada aos anos iniciais do ensino fundamental. Nesta frente específica, o foco sai dos alunos e recai sobre os professores, com provas, premiações e incentivo à aplicação de projetos pedagógicos em sala.
Do básico ao investimento
Na frente de educação financeira, a B3 mantém uma plataforma digital com mais de 200 cursos gratuitos e cerca de 600 conteúdos. Em 2025, a base superou 520 mil usuários cadastrados.
O material vai de organização do orçamento doméstico a conceitos como juros compostos, risco e diversificação. A iniciativa envolve parcerias com instituições de ensino e entidades como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
“Mercados fortes são construídos com pessoas bem-informadas”, afirma Marina Naime, gerente de educação da B3. “A educação financeira amplia o entendimento sobre riscos e planejamento de longo prazo.”
Fora do ambiente digital, o Museu da Bolsa do Brasil, no centro de São Paulo, integra essa estratégia. O espaço reúne exposições sobre a história do mercado, atividades educativas e visitas guiadas. Em 2025, recebeu mais de 73 mil visitantes.
Da teoria ao primeiro investimento
A Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira, a OLITEF, foi criada em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e reúne estudantes do ensino fundamental e médio.
Em 2025, a iniciativa alcançou 1,75 milhão de alunos, com participação de mais de 13 mil escolas. Ao todo, 63 mil estudantes foram medalhistas.
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Parte dos participantes recebeu premiação em títulos públicos, papéis emitidos pelo governo para financiar suas atividades. Para quem investe, funcionam como uma aplicação de menor risco relativo no país.
A proposta é levar o conteúdo para além da teoria. Ao receber o título, o estudante passa a ter seu primeiro contato direto com um investimento.
A próxima edição está prevista para setembro de 2026 e deve incluir alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio, além da educação de jovens e adultos.
Parcerias
A B3 Social também apoia a Associação Bem Comum, que atua na formação de gestores e professores da rede pública.
“A parceria permite ampliar escala e aprofundar o impacto do trabalho”, afirma Andréa Rocha, diretora da organização.
Entre 2020 e 2025, a B3 Social informa ter gerido R$ 350 milhões e apoiado mais de mil iniciativas. Em 2025, o alcance estimado foi de 11 milhões de pessoas.