O petróleo voltou a subir, com o WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechando em alta de 3,69% a US$ 99,93 o barril, enquanto o Brent para julho, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,66% a US$ 104,40 o barril.
Na B3, o movimento se refletiu de forma mais moderada nas petroleiras, com Petrobras (PETR3; PETR4) em alta de 0,72% nas ações ordinárias a R$ 52,8 e de 0,32% nas preferenciais a R$ 47,52. A Prio (PRIO3) avançou 0,07% a R$ 64,4, enquanto a Petrorecôncavo (RECV3) cedeu 1,15% a R$ 12,95. Já a Brava Energia (BRAV3) avançou 0,26% a R$ 19,04.
O dia também foi marcado pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que registrou alta de 0,89% em abril e veio um pouco abaixo do piso das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de avanço de 0,90%, com mediana de 0,98% e teto positivo de 1,11%
Segundo Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, a leitura principal do mercado financeiro é que o dado não muda o cenário-base. “A inflação continua sob pressão, mas dentro de um quadro administrável, o que mantém abertas as apostas de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Banco Central nesta quarta-feira (29)”, afirma.
Além da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado acompanhará na quarta-feira a decisão do Federal Reserve (Fed). Por lá, a expectativa é de que o banco central americano mantenha a taxa de juros no patamar entre 3,50% a 3,75% ao ano.
Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 0,49%, 0,05% e 0,9%, respectivamente. Para Cristiano Luersen, especialista em investimentos e sócio da Wiser Investimentos, o Fed terá o desafio de esclarecer se os juros permanecerão elevados no país por mais tempo para conter os custos de energia e logística, pressionados por conflitos internacionais. “Com tamanha turbulência e a proximidade do fim do ciclo de Jerome Powell à frente da autoridade monetária, não faltam motivos para a manutenção das taxas no patamar atual, com a famosa postura data dependent (dependente de dados)”, diz.
O dólar hoje fechou em leve alta de 0,01% cotado a R$ 4,9824. A moeda americana também subiu frente a divisas de economias desenvolvidas. O euro caiu a US$ 1,171, a libra recuou a US$ 1,3514 e o dólar teve avanço em relação à divisa japonesa, a 159,67 ienes. Já o índice DXY, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, subiu 0,15% a 98,64 pontos.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Gerdau (GGBR4) e Cosan (CSAN3).
Metalúrgica Gerdau (GOAU4): 4,55%, R$ 9,88
As ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) subiram 4,55% a R$ 9,88 e registraram a maior alta do Ibovespa hoje. A companhia reportou lucro líquido de R$ 1,012 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% ante o mesmo período do ano passado.
A GOAU4 está em alta de 15,69% no mês. No ano, acumula uma valorização de 10,39%.
Gerdau (GGBR4): 4,16%, R$ 22,56
Quem também se saiu bem foi a Gerdau (GGBR4), com valorização de 4,16% a R$ 22,56. “Gerdau se destacou na ponta positiva, apoiada por bons resultados nos Estados Unidos e pela expectativa de menor impacto das importações chinesas de aço”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
A GGBR4 está em alta de 18,74% no mês. No ano, acumula uma valorização de 11,24%.
Cosan (CSAN3): 3,6%, R$ 5,18
A Cosan (CSAN3), por sua vez, subiu 3,6% a R$ 5,18. A Compass, companhia de gás e energia do grupo, deve colocar fim ao jejum de mais de quatro anos sem ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil, como o Estadão mostrou nesta matéria.
A CSAN3 está em baixa de 3,72% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 2,63%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Hapvida (HAPV3), Assaí (ASAI3) e Cyrela (CYRE3).
Hapvida (HAPV3): -8,44%, R$ 12,04
As ações da Hapvida (HAPV3) tombaram 8,44% a R$ 12,04, maior queda do Ibovespa hoje. Na última sessão, os papéis da empresa já haviam tombado 6,67%.
A HAPV3 está em alta de 19,21% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 18,26%.
Assaí (ASAI3): -5,74%, R$ 9,03
Após divulgar o balanço do primeiro trimestre de 2026, o Assaí (ASAI3) afundou 5,74% a R$ 9,03 na bolsa. Para analistas, o resultado veio em linha com o esperado, com pressão em vendas e algum alívio vindo de eficiência operacional e efeitos tributários.
A ASAI3 está em baixa de 4,75% no mês. No ano, acumula uma valorização de 25,42%.
Cyrela (CYRE3): -3,43%, R$ 24,2
Os papéis da Cyrela (CYRE3) foram outros que se saíram mal no Ibovespa hoje. Os ativos da companhia cederam 3,43% a R$ 24,2, depois de já terem caído 5,79% na véspera.
A CYRE3 está em baixa de 11,42% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 2,81%.
*Com Estadão Conteúdo