Em relatório, o Bradesco cita que o Brasil voltou ao radar dos investidores, beneficiando o real, e a estimativa é de que o câmbio flutue em torno de R$ 5,00 por dólar até o próximo ano, sob a hipótese de não fortalecimento da moeda americana globalmente.
A tese de que o dólar não deve se fortalecer se respalda nas políticas econômicas dos EUA, com “expansão fiscal, agenda tarifária e algum enfraquecimento institucional”, afirma o time de economia do Bradesco.
Além disso, o banco nota que os indicadores de atividade do Brasil seguem compatíveis com uma aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. “O avanço da atividade nos primeiros três meses será liderado pelos setores menos sensíveis ao ciclo econômico”, a exemplo do que ocorreu em 2025.
Com a incerteza em relação à extensão e aos impactos do conflito, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tende a manter a estratégia de cortar a taxa Selic (taxa básica de juros) em passos de 0,25 ponto porcentual. Contudo, se “os impactos sobre os preços domésticos se mostrarem circunscritos aos efeitos de primeira ordem, o BC poderá acelerar o ritmo de cortes”, diz o Bradesco, estimando a Selic em 12,75% no fim de 2026.