Investidores monitoraram a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que deixou suas principais taxas de juros inalteradas pela sétima vez consecutiva nesta quinta-feira, em meio às incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio. O BCE manteve a taxa de depósito em 2%, a de refinanciamento em 2,15% e a de empréstimos em 2,40%, decisão em linha com a previsão de analistas consultados pelo Broadcast.
Na quarta-feira (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual para o patamar de 14,5% ao ano. A decisão veio unânime e em linha com as expectativas do mercado. Para economistas, o recado dado foi de que o ciclo de queda dos juros continua, mas ficou mais dependente do cenário econômico e do conflito no Oriente Médio, com a possibilidade de pausa antes do esperado.
O tom mais cauteloso do comunicado e do ciclo de corte favorece o diferencial de juros do Brasil em relação a outros países, o que impulsiona a entrada de dinheiro estrangeiro por aqui e contribui para a valorização do real.
O pregão desta quinta-feira foi marcado por melhora do humor dos mercados acionários, com o Ibovespa fechando em alta de de 1,39% a 187.317,64 pontos. O Dow Jones subiu 1,62%, o S&P 500 marcou valorização de 1,02% e o Nasdaq teve ganho de 0,89%. Os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos americanos) encerraram em baixa. O juro da T-note de 2 anos cedeu a 3,876%, o da T-note de 10 anos recuou a 4,382% e o do T-bond de 30 anos caiu a 4,982%.
O índice DXY, que compara o dólar com outras seis moedas fortes, encerrou com perda de 0,91% a 98,056 pontos. O euro subiu a US$ 1,174, a libra avançou a US$ 1,3609 e o dólar recuou a 156,47 ienes.
“A melhora do humor externo, com altas nas bolsas, queda do DXY e dos rendimentos dos Treasuries, favoreceu moedas emergentes e pressionou a moeda americana”, comenta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, sobre o câmbio.