Entre os 20 maiores escritórios do País, Nippur inicia operação de multifamily office
Com R$ 12 bilhões sob gestão, o escritório credenciado à XP contratou três funcionários dedicados à operação, que terá uma estrutura separada do restante do grupo
Marcelo Caleffi, sócio-fundador e CEO da Nippur: inicialmente, foco da nova estrutura será clientes do grupo (Foto: Nippur/ Divulgação)
A Nippur Finance, com R$ 12 bilhões sob gestão e que está entre as 20 maiores assessorias de investimento do País, inicia sua operação como um multifamily office. A partir de agora, o escritório credenciado à XP passará a ter um braço para cuidar da carteira de aplicações de famílias com patrimônio acima de R$ 25 milhões. É o que conta o CEO e sócio fundador da casa, Marcelo Caleffi, ao E-Investidor.
A ideia inicial é buscar clientes que sem enquadrem no perfil, para somente depois captar famílias no mercado, diz o executivo. “Nosso objetivo é trazer uma visão holística do portfólio, organizar e centralizá-lo. Vamos falar sobre governança, investimentos no exterior e ajudar a organizar a sucessão dessas famílias. A ideia é reforçar relacionamentos de longo prazo.”
O escritório contratou três novos funcionários, que já tinham experiência anterior no segmento e serão dedicados à operação, que terá uma estrutura separada do restante do grupo. A estruturação do novo braço demandou dois anos de pesquisa e contratação de tecnologia e fornecedores.
A Nippur foi criada em 2015 e tem atualmente 20 mil clientes. São empresários de setores diversos, como tecnologia e serviço público, que vivem em Florianópolis, Curitiba e Brasília. O escritório tem 18 filiais, e 14 delas estão localizadas em Santa Catarina. Oferece, além de investimentos, outros tipos de soluções financeiras para os clientes, como cartões de crédito e seguros.
“Atingimos R$ 1 bilhão sob gestão em 2020, quando criamos nossa consultoria de investimentos. Ou seja, demoramos cinco anos para alcançar essa marca, e nos últimos cinco crescemos onze vezes. Considero nosso índice de satisfação do cliente perto de 95% e concentração de patrimônio dos clientes no escritório como diferenciais”, diz Caleffi.
Nos próximos cinco anos, o objetivo é internacionalizar mais o patrimônio dos clientes, afirma o executivo. “Acreditamos que esse é um movimento estrutural. O investidor precisa começar a ter liquidez em dólar, sem querer acertar o timing da moeda.”
Caleffi acredita que o modelo de cobrança de uma taxa fixa sobre o patrimônio não resolve todos os problemas, e a mesma visão vale para o modelo de comissão sobre produtos. “Não sei onde o cliente irá alocar o dinheiro e como o mercado irá se comportar nos próximos anos para simular quanto ele irá desembolsar em taxas. Então, deixamos essa decisão com o cliente. Independente do modelo, nossas recomendações de aplicações não mudam. Portanto, os clientes ficam confortáveis para escolher.”