Segundo André Matos, CEO da MA7 Negócios, as rentabilidades dos papéis disponíveis hoje refletem a instabilidade do cenário econômico. Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha dado início ao ciclo de queda de juros em março deste ano, o mercado voltou a embutir um prêmio maior para o risco de inflação em função dos efeitos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã sobre a economia brasileira. O boletim Focus desta segunda-feira (11) elevou a mediana de IPCA 2026 que passou de 4,89% para 4,91%, acima do teto da meta de inflação (4,50%).
Já na última semana, o Copom divulgou a ata da reunião dos dias 28 e 29 de abril, quando o grupo reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14,5% ao ano. O documento sinaliza que há um desancoragem adicional das expectativas de inflação em 2028.
“Para o investidor, a leitura é objetiva. O carrego está alto, os prêmios estão historicamente elevados, mas a marcação a mercado segue volátil. Travar essas taxas hoje significa proteger poder de compra por uma década, ainda que oscilações no caminho façam parte do jogo”, destaca Matos.