A tensão ganhou um novo patamar depois que veio à tona que Jatahy entrou na Justiça com uma ação cautelar para impedir a desintegração da Reserva, marca fundada por ele e hoje uma das unidades de negócios da Azzas. A informação foi publicada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Segundo a ação judicial, uma eventual separação da Reserva poderia comprometer cerca de R$ 116 milhões em lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), indicador usado para medir a geração operacional de caixa das empresas. O argumento central é que esse valor estaria ligado justamente às sinergias construídas após a fusão dos negócios.
A movimentação chamou atenção porque leva para o campo jurídico um desgaste que o mercado financeiro já monitorava nos bastidores desde a união entre Arezzo e Soma. De um lado está Birman, nome histórico da Arezzo. Do outro, Jatahy, fundador da Reserva e um dos principais executivos do antigo Grupo Soma. A fusão criou o maior grupo de moda da América Latina.
Com informações da Broadcast.