A Marisa Lojas (AMAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 95,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro líquido de R$ 2,4 milhões apurado em igual período do ano anterior.
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A Marisa Lojas (AMAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 95,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro líquido de R$ 2,4 milhões apurado em igual período do ano anterior.
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Na mensagem da administração, o diretor presidente da Marisa, Edson Salles Abuchaim Garcia, explica que o trimestre “seguiu em linha” com o plano de evolução do negócio, com foco em eficiência operacional, reposicionamento estratégico e fortalecimento da proposta de valor da marca.
“Seguimos priorizando iniciativas com maior retorno operacional, mantendo a disciplina na alocação de capital e com foco na execução do nosso plano”, afirmou no release que acompanha os resultados.
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De janeiro a março deste ano, a receita líquida da Marisa, por sua vez, totalizou R$ 286,5 milhões, queda anual de 3,8%. Já o Ebitda somou R$ 28,6 milhões, retração de 66,9% na mesma base comparativa.
No critério recorrente e em mesmas lojas comparáveis (SSS), contudo, o Ebitda pós-IFRS 16 avançou 60,6%, para R$ 20,4 milhões, com melhora de 2,8 pontos porcentuais na margem EBITDA ajustada, para 7,3%.
Ainda segundo a varejista, o desempenho operacional reflete “maior assertividade comercial, evolução da estratégia omnicanal, disciplina de estoques e foco em rentabilidade”. A Marisa destacou também crescimento de 22% nos canais digitais, impulsionado pela expansão dos canais de venda, novas parcerias comerciais e ampliação do sortimento via modelo 3P.
A empresa destaca ainda para a evolução da categoria infantil, considerada estratégica dentro do conceito de “one stop shop”, além do avanço do Cartão Marisa, cuja participação nas vendas aumentou 3,1 pontos porcentuais na comparação anual. O número de cartões ativos superou 1 milhão ao fim de março, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025.
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A margem bruta consolidada atingiu 49,1%, queda de 2 pontos porcentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já a margem bruta de produto em mesmas lojas comparáveis avançou 0,2 ponto porcentual, para 45,9%, refletindo melhora na negociação, gestão e escoamento de estoques, frisa a administração.
Outro destaque foi a redução de 17,2% nas despesas gerais e administrativas (G&A), para R$ 33,9 milhões. A relação das despesas SG&A sobre a receita líquida caiu de 48,7% para 48,3%.
A companhia encerrou março com dívida líquida de R$ 336,8 milhões, ante R$ 277,3 milhões no fim de 2025. A alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses subiu de 0,8 vez para 1,3 vez. Segundo a companhia, o nível “segue compatível com o planejamento estratégico e sob acompanhamento rigoroso”.
O resultado financeiro líquido da Marisa ficou negativo em R$ 88,3 milhões no trimestre, impactado pela ausência dos efeitos positivos relacionados ao reconhecimento de créditos tributários que haviam beneficiado o primeiro trimestre de 2025.
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