A cotação do petróleo hoje voltou a subir depois de três sessões consecutivas de queda, num mercado ainda dividido entre esperança de acordo diplomático e receio de novas interrupções na principal rota energética do planeta.
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A cotação do petróleo hoje voltou a subir depois de três sessões consecutivas de queda, num mercado ainda dividido entre esperança de acordo diplomático e receio de novas interrupções na principal rota energética do planeta.
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Nesta sexta-feira (22), por volta das 9h30 (de Brasília), o Brent para julho avançava 1,06%, a US$ 103,67 por barril, enquanto o WTI subia 0,07%, a US$ 96,42.
O movimento acontece em meio à continuidade das negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, que seguem travadas justamente nos pontos mais sensíveis do conflito: o enriquecimento de urânio iraniano e o controle sobre o Estreito de Ormuz.
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Depois de um pregão marcado por forte volatilidade na quinta-feira, investidores amanheceram tentando separar o que foi avanço concreto nas conversas entre Washington e Teerã e o que acabou sendo apenas entusiasmo prematuro do mercado.
O foco permanece no Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido globalmente.
Nesta sexta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que 35 embarcações comerciais cruzaram o estreito nas últimas 24 horas sob coordenação direta das forças iranianas. Segundo Teerã, os navios receberam autorização e proteção da marinha da IRGC durante a travessia.
A sinalização reforça a tentativa iraniana de ampliar controle operacional sobre a rota marítima mais estratégica do mercado de energia.
Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait, já rejeitaram formalmente a ideia de uma autoridade iraniana administrando o tráfego na região.
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Mesmo com sinais de retomada parcial da navegação, o mercado ainda trabalha com receio de novos gargalos logísticos e interrupções na oferta global.
As negociações entre EUA e Irã continuam produzem sinais contraditórios. Na quinta-feira, rumores sobre um possível acordo preliminar chegaram a derrubar o petróleo e impulsionar bolsas em Wall Street. Agora, o mercado volta a mostrar cautela diante da ausência de um entendimento definitivo.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não irá recuar nas negociações, enquanto Donald Trump reiterou que o Irã não poderá manter estoques de urânio enriquecido.
A combinação mantém o petróleo preso a um ambiente de extrema volatilidade, em que qualquer manchete envolvendo Teerã, Washington ou Ormuz rapidamente muda a direção dos preços.
Mesmo distante dos picos recentes acima de US$ 110, o Brent opera em patamar considerado elevado para a economia global. O mercado continua monitorando os impactos da commodity sobre inflação, política monetária e crescimento econômico.
Na Europa, autoridades já admitem que o choque energético provocado pela guerra pode manter a inflação pressionada por mais tempo. O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, afirmou ao Financial Times que ainda não há clareza suficiente sobre a duração do conflito para justificar uma nova liberação de reservas estratégicas de petróleo.
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Segundo ele, os estoques são limitados e a normalização do fluxo de petróleo para Europa e Ásia ainda pode levar semanas mesmo após uma eventual estabilização em Ormuz.
Nos Estados Unidos, investidores também acompanham a posse de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), enquanto o mercado tenta recalibrar apostas para juros em meio ao novo choque de energia.
Com informações da Broadcast.
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