A cotação do petróleo hoje voltou a subir depois que uma nova sinalização envolvendo o programa nuclear iraniano reacendeu o receio de escalada no Oriente Médio e interrompeu o movimento de alívio visto nos últimos pregões.
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A cotação do petróleo hoje voltou a subir depois que uma nova sinalização envolvendo o programa nuclear iraniano reacendeu o receio de escalada no Oriente Médio e interrompeu o movimento de alívio visto nos últimos pregões.
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Nesta quinta-feira (21), às 9h45 (De Brasília), o Brent para julho subia 1,74%, a US$ 106,85 por barril, enquanto o WTI avançava 1,34%, a US$ 99,58. O mercado reagiu à notícia da Reuters de que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou que o urânio enriquecido próximo ao nível necessário para armas nucleares permaneça no país.
A leitura dos investidores foi de que o risco geopolítico voltou à mesa enquanto o mercado ainda tenta entender até onde vai o conflito entre Estados Unidos e Irã e qual será o impacto definitivo sobre a oferta global de petróleo.
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Na véspera, o petróleo havia perdido força após sinais de reabertura parcial do Estreito de Ormuz e relatos sobre retomada gradual do fluxo marítimo na região. Agora, o cenário muda e reforça a extrema volatilidade que domina os ativos ligados à commodity.
O avanço do petróleo também contaminou o humor das Bolsas globais. Os índices futuros de Nova York passaram a cair, enquanto as bolsas europeias reduziram ganhos após a notícia envolvendo o Irã.
Além da tensão militar, investidores monitoram as negociações entre Washington e Teerã. Donald Trump afirmou na quarta-feira que dará “alguns dias” para que o Irã responda à proposta americana antes de decidir os próximos passos.
Ao mesmo tempo, o mercado tenta equilibrar sinais contraditórios. Enquanto surgem notícias sobre possíveis avanços diplomáticos, os EUA continuam ampliando sanções contra empresas e embarcações ligadas ao Irã.
Esse vai-e-vem mantém o petróleo preso numa faixa elevada. Mesmo após as correções recentes, o Brent orbita os US$ 100 e alimenta preocupações com inflação global mais resistente e juros altos por mais tempo.
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A União Europeia, inclusive, já revisou para baixo as projeções de crescimento econômico da zona do euro e elevou estimativas de inflação por causa do choque energético provocado pela guerra.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem negociar ações estrangeiras em bolsa estadunidense) da Petrobras (PETR3; PETR4) avançavam no pré-mercado de Nova York, acompanhando a recuperação do Brent. O equivalente à ação ON subia 1,21%, enquanto a PN avançava 1,01%.
Além do petróleo, a Petrobras também recebeu um impulso adicional após o Santander elevar a recomendação da companhia para “outperform”, equivalente à compra.
O banco aumentou o preço-alvo das ações ordinárias para R$ 60 e destacou que o mercado ainda não precifica totalmente o potencial de crescimento da produção da estatal nem a capacidade de geração de caixa em um ambiente de petróleo elevado.
Segundo o Santander, a produção da Petrobras pode ficar próxima do topo do guidance (projeção) de 2026, impulsionada pelo avanço mais rápido de plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré e pelas entradas das unidades P-78 e P-79.
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O banco também vê espaço para dividendos ainda robustos, estimando retorno próximo de 9,5% em 2026.
Com informações da Broadcast.
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